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Vila Verde

“Portugal e este Governo fizeram um trabalho verdadeiramente espetacular nos últimos quatro anos”

(Redação) Na Vila de Prado, Rui Silva e Miguel Peixoto ouviram, das palavras de José Manuel Fernandes, elogios “europeus” ao comportamento português num dos períodos económicos mais críticos das últimas décadas.

Portugal fez, nos últimos quatro anos, no seio da União Europeia, um trabalho que, “embora não sendo ainda visível, foi verdadeiramente espetacular”. A ideia foi defendida pelo Eurodeputado vilaverdense, José Manuel Fernandes, ontem à noite, numa sessão de esclarecimento promovida pelos candidatos “da terra” a deputado da Assembleia da República (AR) pela coligação Portugal à Frente, Rui Silva e Miguel Peixoto, na Vila de Prado.
O salão polivalente da EB 2,3 de Prado foi pequeno para acolher tantos interessados em ouvir os intervenientes que sublinharam a “imperiosa necessidade” de continuar a dar estabilidade ao País, concedendo um novo mandato à coligação que “governou e recuperou o país do abismo, em condições tão difíceis”. “Temos a obrigação de dar um ânimo adicional a estas pessoas que podem, agora, numa fase de maior tranquilidade e já sem condicionalismos externos, relançar o País numa recuperação económica de maior envergadura”, acrescentou José Manuel Fernandes, acompanhado de Rui Silva, Miguel Peixoto e do vereador do Município de Vila Verde, Patrício Araújo.
Os primeiros a apresentarem as suas ideias foram, contudo, os candidatos a deputado, com Rui Silva a começar por enunciar as áreas em que estará particularmente empenhado. Na próxima legislatura, “já com um projeto governativo sem limitações externas”, o candidato trabalhará mais afincadamente com o Governo de coligação para “que este aposte indubitavelmente em quatro áreas fundamentais”: a educação, levando a uma mais assertiva articulação entre o ensino e o mercado de trabalho; a saúde, fazendo com que todos os utentes portugueses, à semelhança do que acontece com Vila Verde, tenham o seu médico de família e se sintam protegidos; na segurança social, aumentando as pensões mínimas, como tem acontecido, e reduzindo as máximas; e, finalmente, na economia apostando na estabilidade, aumento das exportações e criação de emprego. “Empenhar-me-ei, do primeiro ao último dia de legislatura. Serei uma voz ativa e, sempre que necessário incómoda”, assegurou.
A propósito ainda da Ação Social, Rui Silva não tem dúvidas de que “a atribuição de subsídios tem que ser, cada vez mais, rigorosa e sujeita a aturados diagnósticos, para que crescentemente sejam os que mais precisam que deles beneficiam e não os mais ardilosos”.
Rui Silva, apelida as políticas adotadas nos últimos quatro anos de “corajosas”, como reconhece a própria União Europeia, sem levar em linha de conta os ciclos eleitorais. “Se queremos o futuro dos nossos filhos e dos nossos netos assegurado, temos que continuar a apostar num Governo realista e consciente, que pense a longo prazo. Um Governo que, depois de se livrar do protetorado da Troika – que impôs condições muito duras – poderá finalmente fazer mais e melhor pelo desenvolvimento do país”, comentou Rui Silva. O candidato a deputado recordou que o Portugal foi, na sua história democrática, resgatado por três vezes e, em todas elas, tinha o Partido Socialista em funções governativas.
Nas suas funções de deputado da AR, nos próximos quatro anos, Rui Silva garante que tentará, ainda, aperfeiçoar a já “exemplar articulação entre Governo central e Município de Vila Verde”.
Miguel Peixoto, por seu turno, aponta claramente à “promoção de políticas que defendam o futuro da juventude”, da sua geração, e deu, inclusive, alguns exemplos de medidas bem aplicadas pelo atual Governo de coligação, desde que iniciou funções: “desde que este Governo reformulou e reconduziu o programa de estágios profissionais para o País, dois em cada três estagiários acabam por ficar nas empresas, com contratos de longo termo”, afirmou, recordando também a continuidade da aposta no programa Porta 65, que ajuda os jovens no processo de arrendamento das suas próprias habitações.
Eleito como representante dos jovens socialdemocratas do distrito de Braga para as listas da coligação neste ciclo, Miguel Peixoto assegura que, na sua linha de pensamento “estarão sempre em primeiro lugar, naturalmente, os jovens portugueses e, em especial, os vilaverdenses”.
A concluir a sua intervenção, Miguel Peixoto citou Teixeira dos Santos, antigo Ministro das Finanças do governo de José Sócrates, que ainda ontem apelidou o programa do PS de “arriscado e perigoso” no atual contexto económico do País.
Os discursos terminaram, como ficou dito, com a intervenção do eurodeputado José Manuel Fernandes, que fez então uma espécie de ‘balanço europeu’ da atividade do Governo da coligação e recordou que Portugal “cresce, neste momento, mais que a média da União Europeia”. “Aumentámos o salário mínimo, depois do PS o ter congelado, e aumentámos as pensões mínimas, depois do PS as ter congelado, só a título de exemplo”, referiu o eurodeputado vilaverdenses que apontou depois ao plano mais local. José Manuel Fernandes não tem dúvidas: a coligação é a única força política capaz de eleger dois deputados vilaverdenses para representarem o concelho na Assembleia da República. “E isso é muito importante. Porque, posteriormente, qualquer vilaverdense os pode abordar e interpelar em relação às mais diversas matérias”, explicou.
Na conclusão, José Manuel Fernandes desvendou novo dado concreto que muito diz sobre o que serão as condições de governabilidade, nos próximos quatro anos. Segundo o eurodeputado, Portugal receberá, até 2020, 11 milhões de euros por dia de fundos europeus, para o investimento, tudo “graças à capacidade negocial de Pedro Passos Coelho, conseguida com uma governação credível e sensata”.

 

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