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Vila Verde

“As freguesias continuam a ser vistas como parente pobre do poder local”, afirma autarca de Prado, Paulo Gomes

Presidente da junta da freguesia do Prado, Vila Verde, reivindica “dimensão, recursos, respeito, justiça, equidade, e consideração” para as juntas. Numa intervenção proferida na Assembleia Municipal de Vila Verde, Paulo Gomes pediu mesmo “uma administração política remunerada igualitariamente por todos”, combatendo, segundo o autarca, “a disparidade de remunerações chorudas existentes nos cargos políticos e de assessoria em comparação com os presidentes de junta”. ” Dão o que têm e que não têm na persecução do seu trabalho e na defesa dos interesses da freguesia”, frisou Paulo Gomes.

O autarca da Vila do Prado referiu que as exigências para com as freguesias, e quem a elas se entrega, “são cada vez maiores”. No entanto, e segundo o autarca socialista, as freguesias continuam a ser vistas como “o parente pobre do poder local, pelo que urge neste momento inverter esta tendência”.

“Não chega acordos de execução, como se fosse um rebuçado para calar a criança e que se dissolve facilmente, não perdurando o sabor por muito tempo. É preciso encarar as freguesias como um polo agregador, importante do desenvolvimento de um concelho e de um país, dotando-as de recursos humanos e financeiros capazes de inverter a figura do presidente da Junta como se fosse um pedinte de chapéu na mão”, destacou  Paulo Gomes.

O presidente da junta de Prado considera mesmo que “a reforma autárquica administrativa nada trouxe”. “Tratou-se única e exclusivamente de extinguir de freguesias”, apontou, acrescentando espetativas que segundo Paulo Gomes sairam furadas.

“O Sistema de Reforma Administrativa pretendia fazer com que se oferecesse nas freguesias e por intermédio destas, serviços de melhor qualidade, focados no cidadão e, ao mesmo tempo, proporcionasse transparência de forma a responder aos anseios da sua comunidade. Foi feito? Não! Atualmente há recursos Financeiros? Não! Atualmente há recursos Humanos? Não! A política do governo central para com as freguesias tem sido de asfixia financeira e de atropelo à sua autonomia através de medidas atabalhoadas, com legislação que reprime todos por igual e que paralisa a sua atividade”.

Paulo Gomes disse que “é urgente questionar o estatuto e equidade do eleito local”.

“Já vem sendo tempo de profissionalizar a figura de Presidente da Junta! Meus caros colegas, presidentes de junta, Não se pode pedir serviço cívico só às freguesias. Não se pode pedir serviço sem recursos!”

Paulo Gomes aponta área social como exemplo “em que o governo central se torna avesso à freguesias”. “Por exemplo a assistência social que, por vezes, tarde ou nunca chega, provinda de outros organismos que lha deveriam prestar, já para não falar da necessidade de existência em todas as freguesias, de serviços de proximidade que, sendo mais céleres, diminuem os custos de contexto, gerando por esta via ganhos financeiros”, frisou Paulo Gomes, para quem é “muito importante apoiar os que têm mais dificuldades”.

“A esses portugueses ninguém lhes paga nem mais nem menos. Ninguém lhes dá casa gratuita para viverem. É preciso dar qualidade de vida a todos os cidadãos residentes em cada freguesia, evitando que necessitem de procurar melhores condições e tenham , como já parece ser normal neste contexto governativo existente, de emigrar ou deslocar-se para outro locais, provocando o êxodo e a desertificação. Todos nós devemos ter a noção clara das medidas nefastas que assolaram nestes últimos tempos as autarquias locais e o povo que constitui esta nação e este país que vai a votos no próximo domingo”, vaticinou o autarca da Vila do Prado.

 

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