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PS de Amares retira confiança política ao presidente de Câmara de Amares e não descarta expulsão do partido

A Comissão Política Concelhia do Partido Socialista de Amares aprovou a retirada da confiança política ao presidente da Câmara Municipal de Amares, Manuel Moreira. A decisão é sustentada nos comportamentos, segundo o PS de Amares, “de deslealdade e de evidente prejuízo para os interesses do partido e, concomitantemente, para os interesses da população do concelho”.

Num longo comunicado, o PS de Amares explica que a decisão da retirada da confiança política ao a Manuel Moreira foi aprovada “por uma expressiva maioria de 76 por cento dos 25 membros da Comissão Política Concelhia que participaram nesta votação”.

“Nesta sessão extraordinária estiveram presentes 80 por cento, isto é, 25 elementos do total dos membros efetivos (31) que constituem este órgão partidário com poderes e competência estatutária para deliberar sobre esta matéria”, lê-se no comunicado.

Esta tomada de posição da Comissão Política socialista é o culminar de várias situações. “Um conjunto de atitudes assumidas pelo presidente da Câmara reveladoras da falta de colaboração e deslealdade para com o Partido Socialista ao longo destes dois anos de mandato e, ainda, a decisão, unilateral, assumida esta segunda-feira, dia 5 de Outubro, pelo mesmo Presidente da Câmara, de exonerar do cargo de Vice-Presidente do Executivo Municipal, com a respetiva perda de funções, o Jorge Tinoco, que é, simultaneamente, o Presidente da Comissão Política Concelhia do PS”, frisa o comunicado.

Manuel Moreira – recorde-se – foi eleito nas autárquicas de 2013, numa lista apresentada pelo Partido Socialista aos eleitores amarenses, depois do nome ter sido o escolhido pela Comissão Política, tendo o próprio assinado uma declaração de aceitação em que assume a representação do projeto concelhio do PS.

A Comissão Política Concelhia do PS/Amares responsabiliza publicamente o Presidente da Câmara Municipal pela “instabilidade institucional” e pela “ineficácia que as suas decisões têm provocado no Município”. “O que em nada contribui para a necessária concentração de todos os Amarenses na resolução dos problemas que afetam o concelho e o país”, lê-se.

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