Desfolhada
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Cultura Vila Verde

Vila Verde ‘recuou no tempo’ em mais uma iniciativa da Festa das Colheitas

A recriação de uma desfolhada minhota tradicional foi o grande atrativo do programa de ontem da Festa das Colheitas, organizada pelo Município de Vila Verde. No recinto, a sensação era de que se tinha sido transportado para outra era, como se num passo de mágica Vila Verde tivesse viajado no tempo recuando várias décadas.

As juntas de bois carregaram as canas milho até ao local da desfolhada, seguidas por homens e mulheres trajados a rigor, que entoavam cantigas populares ao som de concertinas. Na eira improvisada as espigas de milho eram separadas das canas com a força dos braços, ao ritmo dos tocadores que alegravam a noite.

Nenhum pormenor foi deixado ao acaso. A indumentária, as cantigas populares, a meda de canas de milho, os caretos com as suas travessuras e uma merenda abastada (como manda a boa moda minhota) que foi partilhada com todos os presentes. Uma viagem pelas raízes do concelho de Vila Verde, em que destoavam apenas os smart phones e as máquinas fotográficas das largas dezenas de visitantes que não quiseram (e bem) perder a oportunidade de imortalizar estes momentos em fotografia e vídeo. Como tem sido apanágio na edição de 2015 da Festa das Colheitas, a música também assumiu protagonismo durante o serão, com o Rancho Folclórico de Aboim da Nóbrega a abrilhantar a Desfolhada Minhota. De seguida, foi tempo de subir ao palco o grupo ‘4 Ventos’, que encerrou as hostes com um espetáculo de grande qualidade.
Honrar a tradição e promover o turismo
“Com a recriação de práticas agrícolas ancestrais, cumpre-se um dos grandes objetivos da Festa das Colheitas. Estas atividades têm uma função pedagógica, uma vez que ensinamos aos mais novos os nossos costumes e tradição. Em simultâneo, garantem a todos os que nos visitam o contacto direto com estas práticas antigas, bem como a oportunidade de participar e viver experiências únicas”, afirmou a vereadora da Cultura da Câmara de Vila Verde.

Júlia Rodrigues Fernandes prosseguiu elogiando o empenho e rigor demonstrados pela Associação de Folclore do Concelho de Vila Verde na preparação de uma “encenação excecional”, numa “homenagem sentida às colheitas, às nossas raízes e a todos os que fizeram Vila Verde crescer”.
Este tipo de iniciativas apresenta um potencial enorme na promoção turística do concelho. “A valorização da tradição permite-nos proporcionar aos que aos turistas e curiosos momentos únicos, de emoção, partilha e confraternização.

“As pessoas dançam e interagem com quem nos visita. Os visitantes podem participar e vivenciar novas experiências. Até a merenda foi partilhada com toda a plateia. São momentos únicos e de grande partilha entre quem nos visita e os vilaverdenses que dão corpo a esta encenação”, conclui a vereadora da Cultura.

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