Pedro Costa
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‏Pedro Costa demite-se da JS de Vila Verde e José Morais acusado de “minar” a estrutura

‏Pedro Costa demitiu-se de presidente da JS da Vila Verde. Para além do agora “ex-lider” também a vice Joana Macedo se demitiu. Segundo nota de imprensa enviada o V, a “premeditada falta de diálogo” entre o PS concelhio e JS de Vila Verde tornou “impossível o normal funcionamento da estrutura juvenil do PS de Vila Verde”.  A atual comissão política da concelhia do PS, que tem como líder José Morais da concelhia, acusada de “segregar” jovens. “A manifesta vontade da atual direção do PS em afastar os dirigentes, agora demissionários, produziu os seus efeitos”, revelam os demissionários.

“Não deixando aos abaixo-assinados outra alternativa senão uma demissão dos cargos que ocupavam”, lê-se no comunicado. Os dirigentes demissionários acusam a atual concelhia da PS de ter “destruído” a JS.

“‏A JS de Vila Verde sempre se pautou por uma postura independente face ao PS. Contudo, sempre trabalhou em estreita ligação, numa estratégia de complementaridade e de perseguição conjunta de objetivos e metas comuns. ‏Infelizmente, nos últimos meses, essa natural e desejada relação foi completamente destruída, havendo mesmo momentos de puro ataque interno aos dirigentes da JS democraticamente eleitos, usando artifícios para, propositadamente, os desprestigiar”, refere o comunicado.

‏Segundo a mesma nota, o mau relacionamento foi alimentado pela atual comissão política do PS.

“‏Não se pode publicamente defender trabalho conjunto com os jovens socialistas e, ao mesmo tempo, segregar jovens, por sinal dirigentes, afastando-os desse mesmo trabalho. As declarações públicas têm que corresponder ao praticado. Não permitimos que seja diferente, pois sempre exigimos isso dos nossos adversários políticos”, revela a nota de imprensa.

‏Os dirigentes agora demissionários continuam a acreditar que um concelho “só se constrói com políticas de juventude sérias” e, para isso, “é necessário jovens comprometidos com o concelho”.

“Com os vilaverdenses, com um projeto de gestão autárquica alternativo e não de alternância ao que existe atualmente. Foi sempre esse o grande objetivo da JS Vila Verde neste biénio. A manifesta vontade da atual direção do PS em afastar os dirigentes agora demissionários produziu os seus efeitos”, lê-se.

Os demissionário afirmam mesmo que foram alvo de “hostilização”.
‏”Não podemos continuar a trabalhar, muito menos a tentar pensar em conjunto, a tentar alcançar metas comuns, quando do lado onde mais responsabilidade e vontade devia existir se encontra hostilização, desvalorização e outras atitudes pouco dignas de quem se quer apresentar como aglutinador de vontades”, frisam, aconselhando mesmo José Morais, e a atual concelhia, a ouvir os jovens.

‏”A atual ‏direção do PS a ouvir, efetivamente, os jovens, em diálogo sério, sem segregação, sem simpatias ou antipatias, pois, só por esse caminho será possível alcançar o concelho que todos ansiamos”, afirma.

José Morais confirmou ao V que teve conhecimento do comunicado, mas escusa-se a comentar o assunto.

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