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João Luís Nogueira Opinião

Opinião de João Luís Nogueira: “A verdade da mentira”

“As incompetências são tão presentes na gestão pública, que a ignorância dos políticos não tem dificuldade em estarem de acordo”.

A 3 de Fevereiro de 2016, um grupo de associados, cidadãos solidários e empenhados na melhoria das condições de trabalho e qualidade de serviço da CCA de Vila Verde e Terras de Bouro, na defesa da economia local na rentabilidade e transparência da gestão democrática da CCA, decidiu apresentar uma alternativa democrática aos órgãos sociais da Caixa de Crédito Agrícola de Vila Verde e Terras de Bouro, cujo lema era, em linhas gerais:

– Modernizar a CCAM de Vila Verde e Terras de Bouro

– Dar mais crédito aos empresários e associados

– Restituir os direitos aos associados, democratizando a instituição.

Há cerca de 40 anos a concorrerem sozinhos, o que não é bom para nenhuma instituição, que deve ser escrutinada a todo o momento e auditada nos negócios mais duvidosos; esta é a vida das instituições públicas, como é a CCA de Vila Verde e Terras de Bouro, uma cooperativa cujos donos são os sócios e não a administração que a gere.

Haja respeito pelas regras e estatutos, pois manter o poder a qualquer custo, isto sim é denegrir a imagem e a credibilidade da CCA de Vila Verde e Terras de Bouro.

Acontece, que a nossa candidatura, recusada, como nos velhos tempos da ditadura, a resposta a esta nossa atitude democrática, foi o levantamento de um processo disciplinar para expulsar os associados que faziam parte da lista candidata às eleições dos órgãos sociais da CCAM de 2016! No dito processo disciplinar, entre outras parcialidades e falsidades, o Instrutor do processo Drº Reinaldo Martins, escondeu-se atrás da sua assistente, Drª Margarida Fernandes, que conclui a acusação com base exclusivamente nas declarações das testemunhas de acusação, funcionários da CCAM e todo um rol de testemunhas escolhidas por várias dependências profissionais e económicas, com débito de favores e cúmplices na gestão duvidosa.

Sobressai uma testemunha que não posso deixar de qualificar de falsa enquanto ocular dos acontecimentos, com vistas de Bruxelas para Vila Verde, o senhor deputado Engº José Manuel Fernandes (e cito o artigo 50º do processo) “ Por último o Engenheiro José Manuel Ferreira Fernandes, de cujo depoimento com relevo nos presentes autos, apenas referiu que a turbulência e notícias que vieram a pú- blico sobre o sucedido geraram apreensão junto dos Clientes da CCAM e que atingiram inequivocamente a imagem da Instituição,”, prova toda a cumplicidade, se não partidarização da CCAM, ao trazer este cacique, porque é do que se trata, cuja presença e comentários de vida política vilaverdense e nacional o tem caracterizado por um discurso arruaceiro e trauliteiro, muito básico para um eurodeputado.

E é esta qualidade intelectual e de pouca ética de se dar ao trabalho (ou de pagar ao Srº José Santos, administradores da CCAM de Vila Verde e Terras de Bouro, algum favor), e de ser uma testemunha falsa, que lamento profundamente, que este testemunho sirva para que a EPATV seja expulsa de sócio da CCAM. Os vilaverdenses estão a conhecer melhor os políticos de Vila Verde, pela pior forma!

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