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Estará o concelho de Terras de Bouro a desaparecer?

O presidente da Câmara de Terras de Bouro, Joaquim Cracel, manifestou “profunda preocupação” com a regressão demográfica do concelho, que atualmente tem apenas 6655 habitantes, menos 598 do que os contabilizados nos Censos 2011.

“Temos vindo a perder uma média de 120 habitantes por ano”, referiu o autarca, sublinhando que a inversão desta tendência é uma das principais apostas do Plano e Orçamento para 2017.

A Câmara de Terras de Bouro atribui, desde 2009, incentivos à natalidade, que nos primeiros anos foram em dinheiro mas que a partir de 2011 passaram a ser em vacinas e em artigos para o bebé. A vereadora da Ação Social, Liliana Machado, explicou que o município oferece as vacinas contra o rotavírus e contra a meningite B, num valor que oscila entre os 550 e os 600 euros.

“São vacinas que não estão incluídas no Plano Nacional de Vacinação mas que são cada vez mais recomendadas, embora o seu custo as tornasse inacessíveis a muitas famílias”, referiu.

Este ano, já foram contemplados com as vacinas 29 bebés, havendo ainda mais quatro casos em análise. Em 2015 foram apenas 19, em 2014 foram 38 e em 2013 foram 39.  “Não é com este número de nascimentos que conseguimos inverter a regressão demográfica”, admitiu o presidente da Câmara.

Frisando que a oferta das vacinas assume-se “mais como um prémio do que propriamente como um incentivo à natalidade”, o autarca sublinhou que a solução para o problema passa, “necessariamente”, pela criação de emprego.

“Oferecemos vacinas, reduzimos o IMI para os mínimos, damos facilidades de construção de habitação, mantemos uma série de apoios para a população em idade escolar, mas, se tudo isto não for acompanhado de criação de emprego, não conseguimos segurar cá os nossos jovens e a população vai descendo para níveis seriamente preocupantes”, referiu.

A Câmara é a principal empregadora do concelho, com 140 funcionários, a que se juntam mais 45 trabalhadores das escolas, que estavam vinculados ao Ministério da Educação mas que entretanto passaram para a alçada do município.

“Não podemos contratar mais ninguém, mas vamos trabalhar para atrair investimento para o concelho. Essa será a nossa grande luta para 2017 e para os anos futuros”, assegurou Cracel.

Em 1950, moravam em Terras de Bouro 11922 pessoas, um número que, desde então, tem vindo sempre a regredir. Nos Censos 2001, o número de habitantes já era de 8.302, passando para 7253 nos Censos de 2011.

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