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Filipe Lopes Opinião

Opinião de Filipe Lopes: “O Acordo de Paris”

O Acordo de Paris é o mais importante processo mundial para combater o aquecimento global do planeta e as alterações climáticas, entrando em vigor no passado dia 4 de Novembro. O acordo define uma grande mudança climática, onde se destina a reduzir as emissões de gases de efeito estufa pela comunidade internacional, ou seja, a limitar a subida da temperatura bem abaixo dos 2ºC e a continuar os esforços para limitar o aumento da temperatura a 1,5ºC.

O objetivo de um aquecimento máximo de 2ºC em relação à era pré-industrial tinha sido definido em 2009, em Copenhaga. Ele implica uma redução drástica das emissões de gases de efeito estufa, com medidas como economia de energia, maiores investimentos em energias renováveis e reflorestamento.  Portugal representa cerca de 0,12% das emissões mundiais (GEE), com 65 milhões de toneladas por ano. A União Europeia representa cerca 12% das emissões de (GEE) ao nível global.

Segundo os dados estatísticos revelados esta semana, Portugal tem no setor dos transportes rodoviários como o maior responsável por emissões de gases de efeito de estufa, seguido de muito perto pela produção de energia elétrica, resultado consistente com as duas instalações que estão no topo das empresas mais poluentes (as centrais termoelétricas de Sines e Pego). Segue-se um setor industrial muito problemático em termos de emissões, a indústria cimenteira, dada a própria natureza do processo de fabrico do cimento, os aterros por causa das emissões de metano não controladas e, por último, as emissões de metano dos herbívoros ruminantes no seu processo digestivo (em particular pelo gado bovino), em estreita relação com o consumo de carne. No total, estes cinco setores representam 63,3% das emissões de Portugal.

O Acordo de Paris é importante, mas dependerá da atitude de cada cidadão e da mobilização da sociedade, especialmente através de suas entidades representativas, para garantir a adoção de políticas de desenvolvimento económico ambientalmente mais responsáveis e socialmente mais justas.

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