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Destaque Vila Verde

Vereador Patrício Araújo pediu defesa da honra durante Assembleia Municipal

Patrício Araújo, vereador do executivo municipal, pediu “defesa de honra” durante a sessão da Assembleia Municipal, que decorreu nesta segunda-feira (28), em relação ao caso do ajuste direto da Câmara Municipal de Vila Verde para com a empresa Clever Solutions, pertencente à irmã do vereador.

Depois da intervenção do deputado socialista Julio Zamith, que qualificou o caso como “falta de ética e transparência”, Patrício Araújo pediu voz ao presidente da Assembleia Municipal, mas o mesmo foi negado numa fase inicial, com António Vilela, edil, a tomar a vez do vereador. “Nem sabia desta situação, só soube agora, e só me dá vontade de rir”, disse António Vilela, entre risos, justificando que a empresa em questão fez o preço mais barato, daí ter sido escolhida.

No entanto, Patrício Araújo voltou a insistir para ter a palavra, dando literalmente um murro na mesa, e a palavra foi-lhe dada. “O tema não tem importância nenhuma, não fosse o facto de me envolver”, disse. “Isto é política de casos, é o que temos assistido ultimamente, onde parecem querer atingir a honorabilidade das pessoas”, completou o vereador. “Caro Zamith, é só isso que lhe tem interessado, e não é só a mim, há outros que têm sofrido os mesmos ataques por parte das mesmas pessoas, como é o caso de Jorge Oliveira, Paulo Renato ou Carlos Tiago”, acusou o vereador. “Ataques que inclusive visaram denúncias anónimas que me levaram a deslocar à Polícia Judiciária para depor”, desvendou Patrício Araújo.

“Este processo com a empresa de consultoria foi tratado pelo vereador Manuel Lopes, que achou que o anterior processo era muito caro, cerca de dois mil euros, e decidiu consultar empresas”, avançou Patrício Araújo. De entre três empresas que faziam melhores preços, a escolhida foi a empresa em questão, que fez o mesmo serviço por 700 euros”, disse. “Querem fazer crer que eu tive influência na escolha, mas nunca se preocuparam em saber o critério de escolha – o de ser o preço mais baixo -e tentaram criar mais um caso”, completou o vereador, finalizando que “nunca usei este tipo de situação para falar negativamente ou atacar alguém, muito menos para denegrir caráter dos outros, e nunca o farei, porque a minha dignidade é bem maior que a sua mesquinhez política”, respondeu o vereador ao socialista, acrescentando ainda que “nunca falei no nome da minha irmã na Câmara Municipal”.

Júlio Zamith pediu novamente intervenção para responder, dizendo que “esses ataques a que se refere foram ilibados em tribunal”.

(Notícia completa na edição impressa do Semanário V, a 30 de novembro)

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