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Opinião de Mara Alves: “Os trapalhões da CGD aos tropeções das jotas”

O domingo passado foi um belo dia para os portugueses, ou melhor, para todos aqueles que não estão interessados em pagar salários astronómicos a gestores públicos, que não querem cumprir a lei e as suas obrigações legais.

Cumpre-me assumir, que a Caixa Geral Depósitos sai deste processo fragilizada, desestabilizada, a sua capitalização adiada, brinca-se com o Estado de direito e desprotege-se o banco público.
As trapalhadas que envolveram a CGD, António Costa, Centeno e António Domingues ultrapassaram todos os limites, mas o bem do rigor e da velha máxima “o seu a seu dono”, nada disto seria possível sem a pressão dos partidos de direita. Certamente não seria por meia-dúzia de “vilões” indignados com um vencimento gigantesco e com a sua recusa de entregar a sua declaração de rendimentos e património que colocaria um ponto final nesta história, o verdadeiro problema surgiu quando Pedro Passos Coelho confirmou a participação de António Domingues no processo de reestruturação da CGD, e que este teve acesso a informação privilegiada sem qualquer responsabilidade formal sobre a CGD. Nessa altura, o Presidente demissionário escolhido por Costa, negou as palavras de Passos Coelho, acusando-o de mentir. Lamentavelmente apareceu a confirmação da Comissão Europeia: Domingues mentiu desavergonhadamente quando negou ter informação privilegiada durante o processo de recapitalização da caixa enquanto era responsável por um banco concorrente da CGD.

Assisti-mos assim, a queda da administração da CGD. Ninguém se esforçou para este resultado como o Primeiro- Ministro e Centeno aparentemente sustentou a esperança de um regime exceção para Domingues e a sua equipa.

Depois de tantas derrotas politicas, propaganda inútil, sondagens que dão vantagem, figuras no parlamento que fazem lembrar aqueles tipos que tropeçam nos próprios pés e caem no chão sem ter quem os ajude a levantar, depois deste tropeço para quando a demissão de Mário Centeno? Pois a confirmar-se a apresentação da declaração de rendimentos e património por parte de Domingos este dá uma bofetada a toda a classe politica, ao demonstrar que não tinha nada a esconder, e que ao contrário deste governo, possui coluna vertebral.

Mas não menos apoquentados andam as “jotas” em Vila Verde, após as últimas notícias das juventudes partidárias do nosso concelho, sendo eu militante ativa da JSD não posso deixar de fazer o reparo aos dois líderes: Não façam as pessoas dizer a frase que já todos ouvimos vezes sem conta “Oh, vocês nas jotas só sabem abanar a bandeirinha” Há uma crítica implícita na forma como dizem. Vamos mostrar sempre que estão errados sobre o nosso papel na política. Muita gente nem sabe o que fazemos. É a nossa tarefa mudar-lhes a opinião não dar-lhes a razão. Eu sou da JSD e gosto carregar a minha bandeira. E porquê? Porque só é capaz de carregar uma bandeira quem acredita naquilo que ela representa. Só abana bandeiras quem está disposto a lutar por elas. E eu acredito que tanto o Carlos Tiago, como o André Carvalho estão dispostos a lutar pela sua bandeira que é apenas, e só, defender e propor políticas públicas para os jovens vilaverdenses.

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