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Opinião de Andreia Santos: “A época mais bonita do ano…”

Faltam poucos dias para o Natal, alguns de nós já vivem há algum tempo a magia deste tempo em que tudo volta a ser olhado com encantamento.

Esta antecipação enche o peito de um aperto bom e faz regressar a infância, as cores do frio, as lareiras acesas, a neve e as árvores com tradição… As estrelas e os anjos guardados nas gavetas há anos, que voltamos a retirar, desempoeirar e a colocar no lugar de sempre. Nas ruas são as músicas, o “All I Want For Christmas” ou o “Last Christmas” que todos sabemos e contamos de cor. (de Cor, do latim, significa “saber de coração”, que é onde se acreditava que a memória estaria).

Este é um tempo de alegria, mas também de reflexão. Esta pausa das férias de Natal faz ir lá atrás, perceber o que fizemos e o que não foi tentado e coloca tudo em perspetiva para definir a melhor forma de continuar. E assim deve ser, a “olhar para dentro, para esperar”.

Este tempo é também uma oportunidade, ocasião em que podemos rever pessoas de quem gostamos tanto e com quem não estamos as vezes que gostaríamos, ou com quem estamos, mas sem entrega.

Este é também o tempo dos presentes, que simbolizam o reconhecimento dos outros. Afastados da cultura das compras, escolhemos o que pode ser a gratidão pela presença daquela pessoa. Podem-se dar presentes sim, sem que isso signifique que somos consumistas. Quanto mais materialistas, menos felizes somos.

Esta é a época em que olhamos para o mundo e nos deixamos reencontrar na vontade de fazer mais. A solidariedade é o que nos trará a paz. Todos conhecemos Alepo e, ou, alguém que estará a precisar de nós. Que seja para dar. Dar a sério, comprometidos com a bondade.

Este é um tempo que tem tristeza e solidão para muitos. E em que gerimos perdas e guardamos saudade. O que um dia vivemos e já não somos, e ainda custa largar sem dor. Que seja de amizade.

A época mas bonita do ano só o é quando sabemos que ela é feita de princípios, e os conseguimos experimentar novamente, parando, compreendendo, sentindo. Clarificando uma vez mais o lugar das coisas, o que importa e o que não é essencial.

Em boa verdade, o que nos faz cá estar não se vê, sente-se. Que seja de renovação.
Feliz Natal.

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