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Andreia Santos Opinião

Opinião de Andreia Santos: “2017 – O Ano da Empatia”

O Ano Novo chegou. E como quaisquer outro Ano Novo trouxe consigo promessas e compromissos. Deixar para trás o velho e, numa inspiração mágica, numa atitude corajosa, a vontade é mudar e alterar o que correu menos bem ou ficou por terminar da vida antiga. Este impulso é positivo, concentra no essencial e põe tudo no lugar para que se possa continuar e melhorar. Assim, não somos muito diferentes uns dos outros, de uma forma geral, todos gostaríamos que este ano traga alegria e conforto. É preciso fazer por isso.

O tempo em que vivemos torna obrigatória uma mudança de perspetiva para que possamos pelo menos, ser importantes, sem que isto signifique necessariamente e de todas as vezes ser feliz. E ser importantes significa acima de tudo tornarmo-nos pessoas. “Não é incomum sobrevalorizarmos a demonstração da competência e valor de cada um”, somos impelidos a isso neste mundo contemporâneo, “mas à custa da demonstração da humanidade” não faz mais sentido. Optar pelo que é fácil em detrimento do que está certo, não poderá ser o desígnio dos nossos dias.

2016 foi um Ano no qual a realidade ultrapassou a ficção. Passou carregado de surpresas e foi prodigioso em perdas e retrocessos em vários domínios. As eras de desespero e ambição – a “modernidade líquida” de Bauman – trazem consigo velocidade e lapso, erros de pensamento e incapacidade de foco a longo prazo. Há poucos dias morreu Mário Soares, “um graduado na luta pela liberdade” e Daniel Serrão, um Humanista. Estes senhores também têm que nos fazer pensar e chorar para aprender o seu legado.

Qual é o epíteto do Ano? Sejamos sinceros, “somos mais iguais do que diferentes”, não nos restarão muitas opções de felicidade se não enfrentarmos a condição humana. E este é o foco no essencial. Atrapalha-me a falta de profundidade das relações entre nós. O Egoísmo. Os maus exemplos. A falta de coragem. “As dificuldades preparam pessoas comuns para destinos extraordinários” e está na hora de sermos todos heróis, conscientes da verdade. Porque só se pode avançar percebendo o que já somos, incluindo o novo.

“Take your broken heart and make it into art” – Princesa Leia para Meryl Streep, para nós.

Feliz Ano Novo.

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