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Nídio Silva Opinião

Opinião de Nídio Silva: “Soares é fixe”

Mário Soares deixou esta vida. Fica para a nossa História como figura maior do Portugal contemporâneo e símbolo perene do país livre e democrático que hoje somos plenamente. Homem de convicções profundas e de ruturas necessárias, era, simultaneamente, de uma tolerância sem limites. Arrastou e apaixonou multidões e foi o primeiro Presidente da República não militar do pós 25 de Abril. Com ele, os militares regressaram definitivamente aos quarteis e a política ficou para os políticos.

Da liberdade que apaixonadamente defendeu e tão decisivamente soube consolidar se aproveitam hoje uns quantos ressabiados para o zurzir, tolhidos pela ignorância grosseira com que (não) olham para a nossa História recente. A República que ele tanto amava soube, na hora da partida, prestar-lhe honrarias de Estado condizentes com a sua dimensão nacional e internacional.

É muito honrado que olho o meu passado recente nas andanças políticas no partido que Mário Soares fundou e tornou no baluarte da nossa democracia.
É natural que com ele tenha partido, também, muito do que de bom vivi e partilhei sob a sua orientação política, sobretudo quando, no dealbar da nossa democracia, foi preciso segurar um país que ameaçava descambar para outro totalitarismo tão tenebroso como o fora o de direita que ele tão sofridamente combateu.

Fica imperecível a lição que nos legou num curto pensamento: “Só é vencido quem desiste de lutar”. Até sempre, camarada.

Soares

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