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António Vilela. “Confio plenamente na justiça e aguardo que tudo fique claro e transparente”

António Vilela, edil de Vila Verde, já veio a público reagir à detenção para ser ouvido na Polícia Judiciária (PJ) no âmbito do processo de venda de 51% da Escola Profissional Amar Terra Verde (EPATV) à cooperativa Val d’Ensino, em 2013. O edil não mencionou João Luís Nogueira ou o processo SociParque, onde, alegadamente, também está com investigação a decorrer.

O autarca, em comunicado enviado à imprensa, demarca-se do processo a nível individual e sustenta que é o Município que está a ser “investigado”.

“A minha participação em todo este processo (…) circunscreve-se apenas no âmbito das deliberações dos órgãos coletivos que presido e, por isso, declino toda a responsabilidade individual em qualquer ato”

O edil demarca-se ainda do processo de arresto de bens avançado ontem em comunicado da Polícia Judiciária.

“Nunca em momento algum neste processo, contrariamente ao que tem sido vinculado na comunicação social, foi arrestado ou apreendido algum bem pessoal do cidadão António (…) Vilela ou do Município de Vila Verde”

António Vilela explica que o processo que o envolve à EPATV começou a partir de um “aumento de capital” dos três municípios que detinham a exploração da escola profissional, e que esse processo foi “acompanhado” por um jurista externo, “com experiência na matéria”.

“Jurista esse que elaborou o parecer jurídico e as peças concursais do referido aumento de capital, os quais foram deliberados nos órgãos executivos dos Municípios de Vila Verde, Terras do Bouro e Amares”

O edil sublinha os trâmites legais e fala do concurso público pela compra dos 51% do conselho de administração da EPATV, em maio de 2013 indicando que a escolha do “investidor” foi feita por “elementos dos três municípios” e que “ao referido concurso público apenas concorreu uma única proposta, a qual (…) foi validada unanimemente pelo júri do concurso.

A proposta veio da Val d’Ensino, nome que suscitou polémica no seio da Assembleia Municipal, nas bancadas do CDS-PP e do PS por não acharem claros os propósitos da venda. Deputados e vereadores da oposição indicavam que a Val d’Ensino detinha 1000 euros de capital social e que a empresa não teria condições para concorrer.

Em 2013, a oposição solicitou à Procuradoria Geral da República uma “fiscalização” da decisão tomada em reunião de executivo municipal, fiscalização essa que, segundo alguma imprensa, poderá estar na origem da investigação a António Vilela e João Luís Nogueira.

António Vilela mostra-se disponível para continuar no cargo

“Como qualquer cidadão português, confio plenamente na justiça”

O comunicado de António Vilela pede ainda tranquilidade a “todos os vilaverdenses e dar conta da disponibilidade para continuar a lutar pelos interesses de Vila Verde”, mostrando-se “disponível” para continuar em funções.

António Vilela e João Luís Nogueira encontram-se proibidos de estabelecer qualquer tipo de contacto direto, contacto com a EPATV ou com o deputado Rui Silva (PSD), considerado “suspeito” na visão da juíza que leu as medidas de coação aos arguidos. Termo de identidade e residência e apreensão de passaporte estão também entre as medidas de coação.

 

 

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