Andreia Santos
Andreia Santos Opinião

Opinião de Andreia Santos: “O caminho mais difícil”

“Quando dois caminhos se abrirem perante ti, escolhe o mais difícil.” Este provérbio nepalês parece-me a melhor forma de caracterizar algumas das ações corajosas que nas últimas semanas marcaram a atualidade. Conforme vaticinado antes por muitos, as adversidades seriam grandes neste capítulo da “nossa história” mundial. Há ainda assim, capacidade de resistir e lutar e nisto acreditei e acredito todos os dias. Sempre que estamos perante alguma fonte de poder contrária, resistimos. Esta é uma máxima que se aplica com solenidade a todos os movimentos do globo que se formaram e num único apelo à sanidade continuam a mexer.

A tentativa de travar a inconsciente e maléfica influência do novo residente da Casa Branca, tem lugar nas demonstrações de profunda solidariedade e bondade de milhares: estejam eles sentados no chão do aeroporto a trabalhar voluntariamente para travar as “leis de Trump”, estejam então nas ruas de vários países a manifestar quem mais ordena nesta luta pela liberdade de todos, (todos os homens e mulheres me encheram de orgulho na marcha feminista que teve, sim, claramente, mais pessoas presentes que a tomada de posse e que o “menino” ignorou porque o magoaria ver realmente), estejam na comunicação social a dar as cartas para ir a jogo, estejam no Twitter, nas empresas, nos senados ou nos tribunais, em toda a parte.

E nos tribunais há quem se indigne e nos dê inequivocamente o exemplo da estrutura moral necessária desde sempre e para sempre. O que tinha que ser feito foi por Sally Yates colocado à frente de tudo, contra si própria por um bem comum e nós não vamos esquecer. E no Senado, a voz da persistência: Elizabeth Warren é minha heroína. Nomes, entre muitos outros, (com destaque ainda para Chelsea Clinton), da resistência.

A semana passada fui ver o La La Land. O filme premiado é também um elogio aos rebeldes, aos que lutam pelos sonhos na Cidade das Estrelas ou, diria, no palco da vida tão dura por vezes. Os sacrifícios que fazemos são terríveis, injustos e imensos, mas não maiores que nós. Nunca maiores que nós.
Para finalizar, peço-vos: vejam o filme e não desistam. Ainda há muito para sonhar, mais ainda por realizar, ainda que custe.

Um bem haja enorme aos resistentes.

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