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Nídio Silva Opinião

Opinião de Nídio Silva: “O Processo”

Consumada a não renovação da Comissão de Serviço do Comandante Lomba nos Bombeiros de Vila Verde e enquanto novos episódios não atonem no lodaçal em que se encontra mergulhada, continua a fazer confusão a muitos sócios os contornos em que se sustentou em primeira instância e a vénia que acima mereceu liminarmente, sem mais.

Os sócios exigem conhecer todos os contornos do processo que conduziu a tão drástica decisão e perceber, sem subterfúgios, se dela consta expressa a opinião de todos os dirigentes com quem o Comandante Lomba trabalhou ao longo dos cinco anos do seu mandato.

Qualquer processo avaliativo deve constituir–se ao longo do arco temporal em que se situa, espelhar com total fidelidade o que daí foi possível concluir e ser, por isso, um instrumento fielmente reprodutor da realidade em exame.  É evidente que um avaliador que não privou com o avaliado, que nem sequer o conheceu, nem tão pouco teve em mãos um relatório técnico da sua competência operacional, não pode avaliar nada em concreto.

Claro está que, aceitando pronunciar-se no escuro ou sustentado num documento pré-fabricado, eventualmente apresentado à pressa por um pau-mandado guiado por uma mão que, como sempre nestas situações ou similares, montou a encenação conveniente por de trás dos arbustos, mais não fará do que servir intentos malévolos de quem apenas quer agir por malvadez contra outrem.

Acredito, até prova em contrário, que nada disto se passou nos Bombeiros de Vila Verde e que toda a sua direção agiu legitimamente de boa fé e com doutos conhecimentos da matéria em apreço. Afinal, não seria, creio, de ânimo leve que se descartaria alguém com a competência, dignidade e honradez do Comandante Lomba.

Não se amarrota e deita ao lixo um ser humano sem mais nem menos, não é verdade? Mas e porque pairam sombras negras sobre o processo, os sócios querem saber a verdade, toda a verdade e só a verdade, nua e crua, doa a quem doer, e daí tirar as suas conclusões. Aplaudir se a direção agiu com lisura e urbanidade, corrigir em conformidade se do contrário se tratou e apontar o dedo ao vilão, se o houver.

Ajudei a desassossegar o Comandante Lomba, contribuindo para que saísse do seu lugar de conforto no lar para vir servir nos Bombeiros de Vila Verde, com graves prejuízos para a sua vida privada. Por isso, queria e quero muito que continue o seu profícuo e prolifero trabalho nesta nobre instituição da nossa terra. O Sargento-Mor José Alberto de Barros Lomba foi um militar de carreira excecional, com uma folha de serviços notavelmente irrepreensível. Não merece este vergonhoso atentado à sua dignidade, que, ao que parece, se consubstancia no libelo acusatório em que se sustenta o seu afastamento compulsivo dos Bombeiros.

Sei que, como eu, pensa a maioria dos diretores que com o Comandante Lomba serviram na Associação ao longo de um quinquénio de trabalho competente, conhecido e reconhecido por todos nós e pela generalidade dos vilaverdenses.

A verdade triunfará um dia sobre a ignomínia.

P.S.

A contragosto de alguns, lá terá que ser marcada uma Assembleia Geral Extraordinária da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Vila Verde para aclarar o que jaz, para já, na mais impenetrável das escuridões: os contornos em que se construiu a trama para “correr” com o Comandante Lomba dos Bombeiro. Lá estaremos para que se ilumine de vez o que permanece nas trevas.

O Delfim Arantes da Silva foi durante décadas um dedicado bombeiro voluntário, quarteleiro competente e um incansável colaborador do nosso Corpo de Bombeiros. Partiu desta vida há umas semanas atrás e deixou-nos um belo exemplo de soldado da paz que devemos guardar e exaltar.

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