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Nídio Silva Opinião

Opinião de Nídio Silva: “Afinal havia outra”

Durante muito tempo apregoaram-nos a ideia de que a coisa só ia lá se Portugal recuasse a padrões de vida que ditavam necessariamente o nosso empobrecimento e se os nossos filhos fossem tratar da vida para outro lado.

A coberto desta balela pregaram –nos com um enorme aumento de impostos, atiraram com uma parte do país para as cantinas sociais e ainda nos surripiaram ordenados e reformas.
Ida a Troika que nos vigarizou e a PaF que fez Portugal recuar uma geração, veio a geringonça e a ideia de que a coisa podia ser doutra maneira.

Seria? Impossível, diziam os do Portugal atrás. Mais comedido, o Presidente Marcelo deixou-se ficar num cauteloso “vamos ver”. O país, expectante, acreditou.

E a coisa lá foi andando sob a batuta bem-disposta e competente do António Costa, do saber do Mário Centeno e da coesão de uma equipa de governo excecional que cumpriu passo a passo a tarefa a que se comprometeu: devolver a dignidade a um país que estava na lama sem defraudar os nossos compromissos com a Europa e com os Partidos que também acreditaram que podíamos fazer diferente do Passos, do Portas e quejandos.

Por esta altura, entrada a primavera, já sabemos com toda a segurança que a coisa deu certo. Aliviamos a vida das pessoas, o país está a andar para a frente em toda a linha, há menos gente sem trabalho, há mais vontade em ficar por aqui, está-se muito melhor do que há um ano atrás e a vida flui mais esperançosa. Palavra dada, palavra honrada.

Pasme-se, não fora essa coisa da dívida e dos juros agiotas que dela pagamos e até já conseguíamos ter um superavit do PIB superior a 2%, o que é algo que nem o mais pintado dos otimistas ousou prever.

Posto isto, o Presidente Marcelo já não se irrita com o otimismo do Primeiro Ministro António Costa, o Portas desapareceu do mapa, o Passos já nem lá vai e, ao que se vai percebendo, talvez outro tenha que lá ir por ele.

Feitas as contas, afinal havia outra maneira de fazer a coisa sem andar a dar cabo da vida às pessoas e ainda sobrava tempo para cuidar da banca que deixaram atolada em porcaria e deitar a mão à massa que fugiu para as offshores sabe-se lá, por agora, com o beneplácito de quem mais. Coisa que, talvez, vai na moda, um SMS esconso bufado a propósito até resolvesse a contento sem comprometer ninguém (abrenúncio vade retro).

P.S.: um holandês ressabiado e invejoso das nossas lindas mulheres e belas pingas não conseguiu esconder uma grande dor de corno por não ter entre portas realidades assim. Coitada da pobre criatura, já não lhe bastava a sua triste figura e ainda tinha que muar para que todos olhassem para ele. Ele há cá cada burro!

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