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Mara Alves Opinião Vila Verde

Opinião de Mara Alves: “Autárquicas – A proximidade faz a escolha!”

O poder local hoje é reconhecido maioritariamente como um dos principais eixos de promoção do desenvolvimento em Portugal. 40 anos, 11 eleições, um caminho, muitos percalços, mas inquestionavelmente uma experiência de sucesso com as autarquias locais a assumirem um papel fundamental no desenvolvimento local, coesão nacional, aprofundamento da democracia e aindaparticipação cívica.

Outubro foi o mês escolhido para todos decidirem e analisarem sob de que alçada queremos estar a nível local. Irão estar em análise e votação os órgãos executivos, Câmara Municipal e Juntas de Freguesia a quem compete propor e executar as decisões e indicações dos órgãos deliberativos, e os órgãos deliberativos, como a Assembleia Municipal e a Assembleia de Freguesia, a quem cabe aprovar, ou não, as propostas dos respectivos órgãos executivos, entre outras competências de iniciativa própria.

Todo o poder local consagra-se nas eleições Autárquicas, sendo após sufrágio os partidos “vencedores” responsáveis por colocar em prática todo o seu programa eleitoral e o seu poder de decisão sobre os diversos eixos. Mas será que o partido “vencedor” nas eleições vence pelo seu programa eleitoral? Ou pelo descontentamento que os eleitores estão a ter naquele momento decisivo com o poder local que está instalado a nível Nacional?

Devemos salientar as diferenças entre a Governação Nacional e a Autarquia Local, ou seja, os problemas discutidos em parlamento de um modo geral correspondem aos problemas de todos os portugueses, mas os problemas discutidos nas Autarquias são os da comunidade local, da população mais próxima. Sendo a natureza dos problemas distinta, têm de ser analisados de maneira diferente. Nas Autarquias a proximidade é fundamental.

A proximidade é o princípio básico de uma verdadeira democracia e o motor para o progresso, só assim se reforçará a participação democrática e a transparência, mas também o desenvolvimento económico e social, a unidade nacional e os laços de solidariedade entre todos os portugueses.

Um poder próximo de nós faz com que seja mais credível, sendo que podemos diariamente ver como ele é gerido e estabelecido, e não podendo deixar que exista uma contaminação da política nacional com a local. Se queremos que não exista essa contaminação temos de trata-las de formas distintas.

A proximidade permite que expliquemos, directamente, aos nossos eleitores as nossas escolhas politicas e permite-nos ouvir e compreender melhor as suas expectativas sobre a actuação. Ou seja, a proximidade Autárquica ajuda à deliberação política dos representantes e dos representados.

Como Stuart Mill escreveu, “aquele que sabe apenas um lado de um argumento sabe muito pouco sobre ele”. É por isso que, como o mesmo referiu, temos de ouvir os argumentos de quem realmente acredita neles e conhecê-los na sua forma mais plausível.

Em política, isto é possível se estivermos próximos das pessoas que representamos. Se tivermos a capacidade de ouvir e de explicar as nossas decisões, pois só assim se faz política de proximidade estando próximo, escutando as necessidades de cada um e usando todas as ferramentas que dispomos para colmatar essas necessidades.

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