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Nídio Silva Opinião

Opinião de Nídio Silva: “É preciso ainda…”

Na passagem do 43.º aniversário do dia mais belo das nossas vidas, a obra que daí emergiu transfigurou Portugal e o seu povo, levantou-nos do chão por onde rastejáramos por quase meio século, vilipendiados, desumanamente ultrajados até às entranhas e absolutamente despojados da nossa mais elementar condição humana.

Livres, partimos para uma nova epopeia: vencer o atraso social e estrutural que carregávamos neste canto mais ocidental do velho continente.

Democratizamos o país, adentramo-nos pela mão sábia de Mário Soares nessa Europa pujante de então, aonde pontificavam lideres políticos espantosos (Delors, Miterrand, Palm, Gonzalez, Koll, Adenauer, só para lembrar alguns) e virámos do avesso os nossos modus vivendi e modus faciendi.

Mas a obra não está acabada, aliás, nunca o estará algum dia. Mesmo no edificado, emergem constantemente brechas inquietantes que urge tratar em profundidade. Notam-se, aqui e ali, defeitos de fabrico e incompletudes preocupantes.

É preciso, ainda, trabalho de construção e de reconstrução contantes e vigilância atenta a toda a hora.

É preciso ousar, provocar e combater os que permanecem debaixo dos umbrais das portas que Abril abriu à espera que elas se fechem outra vez.
É preciso que a ética republicana triunfe plenamente sobre tentações ditatoriais de apagamento dos que professam outros credos políticos.

É preciso que a democracia passe, flua, se realize e concretize pela mão do povo e nele se consubstancie plenamente.

É preciso, por isso, celebrar Abril, sempre, fazendo do seu legado uma luz perpétua que ilumina a vida de todos nós.

É preciso dizer a todos, aos que estão e aos vindouros, que Abril não falhou, mas que muitos falharam porque não estiveram à altura do legado que nos deixou.

25 de Abril sempre, fascismo nunca mais!

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