Jose Solha e Sebastiao Dias
Destaque Vila Verde

Gastronomia. São reis da cozinha em Esposende mas o coração é de Vila Verde

“Estás cá há quanto tempo? Espero que saibas que tens os dias contados…”. Não será a mais agradável forma de começar um texto sobre alguém, especialmente se esse alguém são dois “alguém”, no caso, José Solha e Sebastião Dias, empresários de Vila Verde que fazem sucesso na restauração em Esposende.

Mas foi com essas palavras que a cidade de Esposende acolheu os dois vila-verdenses, na altura de abertura do restaurante Foz do Cávado, gerido por José, e do restaurante O Pescador, propriedade de Sebastião.

Os dois gerentes encontraram em Esposende uma “forma de sair da miséria”.

“Em Vila Verde não havia nada, para trabalhar só na agricultura”, conta José Solha, de 59 anos e natural de Oriz São Miguel. “Quando vim para Esposende abrir casa disseram-me logo que tinha os dias contados”, recorda, dizendo que “de lá para cá já passaram 20 anos e o Foz do Cávado continua a esgotar todos os fins de semana”.

Já Sebastião, de 62 anos, “fugiu” da freguesia de Passô, onde nasceu, e “fez” casa em Esposende. “A minha primeira casa foi um café falido, que aluguei. Estive lá cinco anos, aquilo cresceu tanto que a proprietária não me renovou o aluguer e tomou ela conta. Dois anos depois fechou”, conta Sebastião, que entretanto havia fundado o restaurante “O Pescador”, já na cidade.

(José Solha e Sebastião Dias em destaque na edição n.º 70 do V, já nas bancas)

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