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Autárquicas. José Morais apresenta plano de acessos e mobilidade para resolver problemas de Vila Verde

“Fazer de Vila Verde um concelho atrativo para as empresas, focando a atuação na prioritária criação de emprego e fixação de pessoas e famílias no nosso território”, foi o mote da apresentação levada a cabo, esta tarde de segunda-feira, no IEMinho, em Vila Verde, por José Morais, relembrando que a “mobilidade e acessos” são sem dúvida “uma das nossas grandes apostas”.

Contudo, e como explicou, José Morais afirma que “esta meta não elimina, nem confronta, com outro dos nossos grandes objetivos que passa pelo regresso e na potencialização das paisagens mais verdejantes, quer na Vila sede de Concelho, quer por todo o concelho, nas medidas e projetos que concretizarmos daqui em diante, em prol até do desenvolvimento empresarial”.

“Foi com base nestes preceitos que estudámos e desenvolvemos um projeto estruturante para o futuro de Vila Verde, relativo à substancial melhoria das condições de acesso aos parques industriais/empresariais do concelho, interligando-os com recurso a avenidas que, não só, tornarão mais fluído o trânsito em artérias fundamentais da zona Sul, mas também permitirão a criação de novas zonas verdes, que fomentem a prática de hábitos de vida saudáveis”. destacou José Morais perante um auditório cheio de pessoas que quiseram estar perto do candidato para ouvir soluções aos problemas de quem entre “em stress” ao ter que utilizar as vias de Vila Verde.

.Para além disso, o referido plano procura, segundo do candidato PS,  ir de encontro ao conceito de uma ‘Mobilidade para todos’. “Não descurando as melhores práticas de construção de vias, que prevejam todos os condicionalismos de locomoção existente, para todos os munícipes e visitantes, nomeadamente no que diz respeito aos passeios e o acesso às passadeiras”, sublinhou.

Caracterização e objetivos

No que toca à temática da fixação de empresas e criação de emprego,  José Morais disse que “Vila Verde é um concelho com uma localização territorial de excelência, justificada pela proximidade a cidades como Braga, Guimarães ou Barcelos, e ainda pela proximidade aos portos marítimos de Matosinhos, Viana do Castelo e Vigo (Galiza, Espanha)”.

“Os recursos naturais e a ruralidade, associada a uma urbanidade de proximidade, permite-nos precisamente assumirmo-nos como um concelho estratégico para atrair população e atrair investimento capaz de gerar emprego e riqueza para o concelho. Prosseguir este desiderato exige apostar numa melhoria substancial da mobilidade através da construção de vias estruturantes que permitam: reduzir os tempos de transporte de pessoas e mercadorias e, desta forma, reduzir os custos de produção almejados por todos os grandes investidores”, apontou, indicando desta forma  “o projeto estruturante: Interligar os parques industriais e empresariais do Concelho de Vila Verde, aproximar as principais cidades do norte de Portugal e a região da Galiza (ES), reduzir a distância de acesso à autoestrada A3 e fomentar a mobilidade verde”.

Variante da EN201 e ER205

Segundo José Morais, será necessária a concretização, no concelho de Vila Verde, de algumas obras estruturantes, como a “Variante da EN 101 a Vila Verde” – com execução por parte do Governo -, que permitirá o fácil acesso às freguesias do norte do concelho e ao Parque Industrial de Gême, mas também uma “Variante às EN201 e ER205” – investimento municipal -, sua interligação com a Variante à EN 101 e com os acesos aos parques empresariais/industriais de Oleiros, Prado e Soutelo.

“A Variante às EN201 e ER205 cujo projeto hoje apresentamos constituirá um eixo viário estruturante para a zona sul do concelho que permitirá, por um lado, descongestionar o trânsito no interior da Vila de Prado, e por outro, criar uma variante à Vila (sede do concelho) que assegurará uma maior fluidez e uma substancial melhoria da circulação viária e redução de tempos de viagem para as freguesias da zona sul do concelho, em especial para as freguesias de Cervães, Cabanelas, Oleiros, Vila de Prado, Lage e Moure, entre outras”, disse José Morais.

Ligação aos Parques Empresariais

Esta via, e segundo Morais, vai permitir, interligar e reduzir tempos de percurso entre os parques industriais de Oleiros, Vila de Prado, Soutelo e, ainda, Gême, logo que concretizada a construção da Variante da EN 101 a Vila Verde. “Proporcionará uma maior fluidez no acesso às empresas, desviando o trânsito de veículos pesados das zonas urbanas habitacionais”, apontou.

Norte mais próximo de Braga e da Galiza

Com estas interligações previstas, e segundo o jovem candidato à Câmara de Vila Verde, à qual se acrescentará a futura variante à EN101, será possível também potenciar significativamente o Turismo na zona norte do Concelho, não só com a maior mobilidade interna de todos os vilaverdenses, mas também atraindo visitantes, uma vez que colocaremos as freguesias do norte de Vila Verde a 15 minutos de distância da capital de Distrito, Braga, e a menos de uma hora da Galiza (norte de Espanha), onde residem cerca de 3 milhões de pessoas.

Ligação à Autoestrada A3

Por outro lado, e segundo José Morais, as novas Avenidas/Variantes projetadas permitirão também criar futuramente “uma nova porta de entrada no concelho de Vila Verde, ao prolongarem-se até ao nó de acesso à autoestrada A3 que pretendemos ver construído na freguesia de Lama (Barcelos), e pelo qual lutaremos incessantemente junto do governo central”.

“Com este novo nó e com o prolongamento destas Avenidas/Variantes pretendemos encurtar a distância de acesso à AE, dos cerca de 15kms atuais (via Celeirós ou Anais) para uns escassos 4,5kms, em relação ao Parque de Oleiros e, deste modo, “aproximar” significativamente, de Vila Verde, investidores nacionais e internacionais de diferentes setores económicos, e “aproximar” o mercado turístico da Galiza, que representa cerca de 3 milhões de pessoas”, referiu o autarca, acrescentando que “o futuro prolongamento destas vias até à Autoestrada permitirá também aproximar Cervães da sede do concelho, estabelecendo-se, para o efeito, uma ligação da atual rede viária estruturante de Cervães a esta via”.

Mobilidade “Verde” – Reduzir a emissão de Carbono

O projeto de José Morais, e segundo este, visa “ir de encontro a uma estratégia futura de baixo teor de carbono, no decurso da atividade empresarial vilaverdense – incentivando as empresas e promovendo-as fora do concelho com a respetiva certificação –, mas também no âmbito de uma promoção da mobilidade urbana multimodal cada vez mais sustentável”.

“Procuraremos, desta forma, ir de encontro a normas europeias que serão privilegiadas no quadro dos apoios comunitários, para a próxima década, e que permitirão o concurso a verbas que serão grande parte do garante financeiro da concretização destas medidas.
De referir, ainda, que ao longo de parte destas vias, será promovida também a circulação pedonal e desenvolvida uma ciclovia, toda ela dotada de sistema de iluminação pública fotovoltaica e de baixo consumo (lâmpadas tecnologia LED), e desenvolver-se-á, ainda, uma faixa verde onde predominarão espécies arbustivas de baixo porte e árvores de folha caduca de médio porte, como Carvalho, Castanheiro, Amieiro ou mesmo plátano-bastardo”, alimentou a plateia José Morais.
Financiamento e Estimativa Orçamental

O candidato do PS à Câmara de Vila Verde, disse que se trata de uma obra que deverá “ter um custo global próximo dos 9 milhões de euros – exequível para um Município com um orçamento anual de cerca de 30 milhões de euros – e que deverá ser, em grande parte, suportada pelo acesso a fundos europeus, no âmbito do novo quadro comunitário de apoio”.

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