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Nídio Silva Opinião Vila Verde

Opinião de Nídio Silva. “Bombeiros de Vila Verde…”

A decisão da não renovação da Comissão de Serviço do Comandante Lomba tem contornos que importa escalpelizar em toda a sua dimensão, olhando o que para tal foi dito, lembrando o que, a nosso ver, malevolamente, não foi dito e devia sê-lo, e, ainda, o que está esconso nas entrelinhas do desgraçado libelo acusatório produzido contra o Comandante Lomba e, depois, manuscrito na ata n.º 491, de 14 de novembro próximo passado.

Uma análise de conteúdo sumária ao libelo acusatório diz-nos que a atual direção da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Vila Verde, após, apenas, um ano de contacto, concluiu que o Comandante Lomba foi um violador de deveres funcionais, um tratante, um trânsfuga de informações oficiais, um desrespeitador e um usurpador de competências, entre outros epítetos. Sustenta-se em alguns episódios vulgares e insignificantes e…. fora com o Homem. Creio mesmo, que alguns dos que votaram contra a sua destituição pouco ou nada deveriam saber, de facto, da história toda.

Incrivelmente, com apenas quatro meses de mandato cumpridos já havia aprovado em reunião de direção um “oportuno” pronunciamento sobre o Comandante Lomba, por mando do seu antecessor, este, talvez, creio-o, por mando doutrem. Era o prenúncio do que vinha a seguir, tida a dimensão da verborreia vertida no papel.

Em sentido absolutamente contrário, rema uma maioria significativa dos dirigentes que com o Comandante Lomba trabalharam nos quatro anos iniciais do seu mandato, correspondentes a 80% da Comissão de Serviço ora não renovada. Como é possível um órgão deliberativo tomar uma decisão esmagadoramente fundada numa Comissão de Serviço de cinco anos quando dela apenas um quinto lhe respeita, sendo que os demais quatro quintos merecem de quem os seguiu como dirigentes total aprovação?

Pensamos, todos os muitos ex-dirigentes que com o Comandante Lomba tivemos o privilégio de compartilhar a gestão da vida da Associação e da Corporação, que este militar com notável folha de serviço, foi um timoneiro brilhante, que organizou a instituição como nunca o estivera antes, formou os seus homens, deu-lhes carreira e valor, e, ainda, ajudou de forma decisiva a sanear as contas da Associação. Com ele, a prestação de serviços na área da emergência médica e de apoio a doentes duplicou as receitas, contribuindo decisivamente para limpar o passivo crónico da Casa, sobretudo ao fornecedor de combustíveis.

Foi um trabalho aturado, árduo e competente, sem horas, nem lugar, quantas vezes com ele próprio ao volante das ambulâncias para socorrer o seu semelhante e, simultaneamente, não privar a Associação da receita que valia cada serviço.

A história da não renovação da Comissão de serviço do Comandante Lomba não pode morrer solteira.

Um homem que recebeu onze louvores militares, alguns de grau ouro, não merecia a pouca vergonha em que se sustentou o seu afastamento do Comando dos nossos Bombeiros. Ninguém tinha o direito de fazer o que lhe fez.
Voltaremos ao assunto.

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