Paulo Gomes
Vila Verde

Prado. Paulo Gomes confirma demissão do PS e revela “embuste” socialista

Paulo Gomes, e depois de notícia avançada pelo V, confirma a demissão e lança conjunto de críticas à forma como o PS de Vila Verde tem conduzido o processo autárquico de Prado. Paulo Gomes fala mesmo em situações “inaceitáveis” relacionadas com “a postura e o comportamento dos responsáveis do PS”.

“Um processo que em moldes que consubstanciam a negação de valores e princípios inalienáveis em democracia e no respeito pela honra e dignidade das pessoas e das comunidades locais. É um processo anormal para os interesses do Partido Socialista e, sobretudo, prejudicial para a população da Vila de Prado”, frisa.

Em comunicado, Paulo Gomes refere que é “presidente da Junta de Freguesia da Vila de Prado desde 2010” e que esteva disponível para voltar a ser candidato.

“Conforme recomendações da direção nacional do PS, estive disponível para uma recandidatura ao cargo pelo PS”, diz, acrescentando, no que abdicou essa recandidatura “em prol de uma alternativa que permitisse reforçar a intervenção do PS na Vila de Prado e no concelho em favor da população”.

“Mas essa opção falhou. Uma opção alternativa que assentava na candidatura do número três da minha lista, Adriano Gonçalves, por desistência deste, e face ao reconhecimento mútuo da ausência de outro melhor perfil para o cargo dentro do executivo, reconsiderei por legitimidade ser candidato e, com o aval da liderança concelhia, iniciei o processo de composição da lista conforme me foi pedido”, revela Paulo Gomes.

No entanto, e como explica, Gomes foi surpreendido no terreno com um trabalho paralelo de recolha de assinaturas e apoios para uma outra lista do PS, pelo auto-proposto a cabeça de lista, Manuel Rodrigues, atual secretário da Junta de Freguesia.

“Deparei-me então com a posição estranha da atual liderança concelhia do PS, que permitiu a situação caricata de cidadãos, da Vila de Prado, terem sido convidados para diferentes listas de candidatura pelo mesmo partido. Foi com muito orgulho que, desde há uns anos, fiz parte da família do Partido Socialista, onde entrei por influência e intermediação do líder de então, Luís Filipe Silva. Pude ter a honra e o prazer de conhecer ao longo deste tempo um leque de pessoas únicas, de dedicação e sabedoria, merecendo até algumas delas uma reflexão em virtude de um afastamento conjunturalmente inevitável. Não poderei confundir a árvore com a floresta”, explica, acrescentando que recusa “a atual linha de atuação política que contradiz os pergaminhos de um partido histórico e democrático como o PS e que, sobretudo, prejudica os interesses e união da nossa freguesia”.

“É com muita mágoa que declino a militância no Partido Socialista. Mas recuso-me a aceitar a falta de ética e seriedade política. Não vale tudo. Nunca estive presente para abanar a cabeça e rejeito vozes e atos de embuste. Tal como sempre fiz, não abdicarei de defender a causa pública de forma abnegada e empenhada, quer no concelho, quer em particular na Vila de Prado”, frisa Paulo Gomes.

O atual presidente da junta da Vila de Prado diz ainda que continua “disponível, motivado e empenhado para defender a Vila de Prado”.

“Ajudando a promover, de forma permanente, o desenvolvimento e a qualidade de vida de todos os pradenses. Contem comigo”, afirma Paulo Gomes, que contactado pelo V, não fecha a porta a uma candidatura autárquica, seja à junta seja à câmara.

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