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Vila Verde. Greve dos professores deixa turmas do pré-escolar e primeiro ciclo sem aulas

Alguns alunos do primeiro ciclo do Agrupamento de Escolas de Vila Verde (AEVV) estão sem aulas, devido à Greve Geral dos Professores que se realiza durante esta quarta-feira. Também uma turma do pré-escolar foi “mandada” para casa, e várias reuniões de avaliação de alunos foram canceladas.

A informação é dada pelo diretor, Alberto Rodrigues, que avançou ao V que ainda podem ser canceladas mais reuniões de avaliação durante o dia de hoje. Nessas reuniões, está em causa a avaliação dos alunos de segundo e terceiro ciclo dos anos intermédios, e basta um dos professores dessas turmas faltar para que não se realizem.

Segundo o diretor do AEVV, “a greve está a causa alguns contratempos às famílias e à própria escola, mas é um direito normal dos professores”.

A greve nacional também “mandou” alunos para casa no Agrupamento de Escolas de Moure e Ribeira do Neiva, com dois estabelecimentos de ensino do pré-escolar a ficarem fechados durante o dia de hoje, informou o diretor, Armando Machado. “É um direito que os professores têm”, disse ao V, não tecendo mais comentários.

Já Luís Monteiro, professor da Escola Secundária de Vila Verde (ESVV), avançou ao V que “não houve qualquer professor a faltar” na ESVV.

Fonte da Fenprof, ligada a Vila Verde, indica que a adesão global nos estabelecimentos de ensino básico foi de mais de 20 por cento, algo não confirmado pelos estabelecimentos de ensino, que preferem não adiantar o número concreto de professores em falta.

A mesma fonte indica que as reivindicações dos professores passam pelo “descongelamento da carreira, um regime de aposentadoria para reformados, melhoria nos horários de trabalho e direito à vinculação contratual”.

Recorde-se que recentemente foram eleitos três professores de escolas de Vila Verde para a direção distrital de Braga da Fenprof.

Um professor, que não quis ser identificado, diz mesmo que “a presença de colegas na direção do sindicato pode ser um factor extra de motivação para que outros manifestem adesão à greve”.

O V falou com alguns pais que mostraram “preocupação”. José Ribeiro, de Pico de Regalados, diz que “faltou a educadora de infância e tive de deixar os miúdos na avó”. O mesmo encarregado de educação diz que “há quem tenha essa possibilidade, mas a maior parte dos pais não tem com quem deixar ficar os alunos”.

Ainda não há dados oficiais, mas a Fenprof atirou números na ordem dos 60 por cento a nível nacional de adesão a esta greve.

 

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