Luís Morais (2.º comandante BVVV)
Luís Morais (2.º comandante BVVV)
Destaque Vila Verde

Luís Morais. “Não aceito que ponham em causa a competência dos Bombeiros de Vila Verde”

Luís Morais é o atual comandante em exercício no corpo dos Bombeiros Voluntários de Vila Verde (BVVV) e, em entrevista ao V, refuta algumas críticas de que o corpo ativo de bombeiros da corporação vila-verdense tem sido alvo. Auxílio de corporações vizinhas no socorro em Vila Verde, a eleição como comandante em exercício, após a saída “turbulenta” do antigo comandante José Lomba, e uma análise ao que aconteceu naquele que ficou conhecido como “grande incêndio de Mós” são algumas das questões abordadas.

Excertos da entrevista

(sobre o incêndio de Mós em 2016) “Podemos garantir que a estratégia de combate que foi assumida desde o início, foi a salvaguardada das pessoas e das habitações, e nesse aspeto correu como planeado, uma vez que no final não existiram feridos nem habitações ardidas. No entanto, a limpeza dos terrenos em volta das mesmas não estava efetuada e existiam mesmo muitas que tinham uma elevada carga de combustível à sua volta, nomeadamente lenhas e sobrantes de eucalipto o que dificultou o trabalho dos operacionais envolvidos”.

(sobre o socorro de emergência em Vila Verde) “Tendo os Bombeiros de Vila Verde quatro ambulâncias de socorro, sendo que uma é propriedade do INEM mas com uma tripulação constituída por bombeiros com competência técnica (Tripulantes de Ambulância de Socorro) para tal, tem o nosso corpo de bombeiros capacidade para efetuar até quatro emergências pré-hospitalares em simultâneo, num território com 228 Km2 de área e com uma população de 47.888 habitantes de acordo com os censos de 2011. A saída para as emergências são definidas pelo CODU (Centro de Orientação de Doentes Urgentes), respeitando sempre a proximidade do meio de socorro em relação as vítimas. Neste contexto, é normal sermos muitas vezes acionados para emergências fora do nosso concelho, tal como o contrário também acontece. Nunca defendi que o socorro tenha uma fronteira geográfica. O que sempre defendi é que o socorro seja célere e competente”.

(Leia a entrevista com Luís Morais na edição impressa n.º 77 do Semanário V, já nas bancas)

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