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Opinião de Paula M. Ferreira. “Salmonelas – O inimigo público”

Com a chegada do Verão vão-se multiplicando as notícias do aumento do número de infeções alimentares, da interdição do acesso a praias e/ou apreensão de alimentos por suspeita de contaminação por salmonelas. Cabe então perguntarmo-nos o que é a salmonela e de que forma poderá ser nociva para os seres humanos.

A Salmonella spp. pertence à família das enterobacteriáceas (bactérias) que colonizam o sistema de vários animais, podendo afetar e causar doenças no ser humano. Alguns exemplos são as toxi-infeções alimentares (gastroenterites), as septicémias (febre tifóide e paratifóide, que constituem doenças de declaração médica obrigatória – DDO) e outras doenças menos frequentes, classificadas de acordo com o órgão afetado (meninges, pulmões, fígado, ossos ou articulações, entre outras).

Dado que as salmonelas colonizam habitualmente o sistema digestivo de múltiplos animais, a transmissão ao homem ocorre geralmente no contexto de ingestão de água ou alimentos contaminados com fezes ou urina dos animais afetados. No entanto, nos casos de infeção humana, independentemente da forma como foi contraída a infeção, esta pode ser transmitida aos conviventes, pelo que medidas agressivas de higiene são necessárias para quebrar a cadeia de transmissão.

Desta forma e depois de percebermos que as salmonelas são muito prevalentes, convém sabermos de que forma nos podemos proteger e evitar as infeções. Dado que a contaminação de água e alimentos são o principal veículo de transmissão das salmonelas, é fundamental que a carne, peixe e ovos sejam bem cozinhados, os legumes e as frutas bem lavados e desinfetados. Os alimentos devem ser provenientes de locais de cultivo adequados, que cumpram as normas de produção e de higiene, e a água para consumo deverá ser submetida a rigorosos controlos de qualidade.

A transmissão também pode ocorrer através de utensílios de cozinha contaminados (como facas, tábuas de cortar, entre outros) ou pelo contato com alguém infetado. Também neste caso a desinfeção adequada da cozinha e dos utensílios utilizados, assim como o cumprimento escrupuloso das normas básicas de higiene são fundamentais.

Na altura de escolher a praia onde vai este Verão, seja ou não praia fluvial, é fundamental informar-se das condições de salubridade da zona, disponibilizadas normalmente pelas autarquias. É também fundamental ter em consideração que os indivíduos com sistemas imunitários mais debilitados (como as crianças, idosos e doentes crónicos) ou os submetidos a determinados tratamentos médicos (antibióticos de largo espectro, imunossupressores ou antiácidos, por exemplo), são mais suscetíveis de serem infetados, para além de desenvolverem habitualmente quadros mais graves.

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