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Opinião de Álvaro Rocha: “O “Dr.” Vilela e o “Iletrado” Cação

Esta semana dei um passeio virtual rápido pelo sítio web da Câmara Municipal de Vila Verde. Foi uma desilusão. Primeiro, porque deixa muito a desejar no que concerne à usabilidade (facilidade de utilização). Por exemplo, as opções principais de navegação encontram-se em dois locais distintos: no topo, e a meio do lado esquerdo. E quando se clica numa destas últimas opções do lado esquerdo, as suas sub-opções aparecem no topo, ou seja, noutro local. Isto baralha completamente os utilizadores, sejam eles especialistas, experientes ou não experientes.

Segundo, porque é muito pobre no que concerne a conteúdos, chegando ao cumulo de anunciar nas opções principais (do lado esquerdo) conteúdos que não existem. Por exemplo, na opção temática Turismo, anuncia-se o tópico Onde Dormir, e nada disso existe enquanto conteúdo do sítio web.

A gestão de conteúdos é, com efeito, uma grande lacuna da Câmara Municipal de Vila Verde, quando vivemos na sua era, não somente no que concerne à sua existência, mas também à sua qualidade, incluindo, entre outros, atributos como exatidão, atualidade e coerência.

No que concerne a este último atributo, saltou-me à vista o tratamento diferenciado e discriminatório dos membros das Juntas de Freguesia. Enquanto que os membros da Câmara Municipal levam sempre o título académico antes do seu nome, no caso dos membros das Juntas de Freguesia isso nunca acontece. É caso para dizer, por exemplo, o “Dr.” António Vilela e o “iletrado” Carlos Cação.

Alguns dirão que isto é um pequeno detalhe, mas eu penso de forma absolutamente diferente. Esta é a demonstração inequívoca da pouca importância que a Câmara Municipal atribui aos Presidentes das Juntas de Freguesia. Os Presidentes das Juntas são tratados pela Câmara Municipal como cidadãos de terceira, não sendo vistos como um elo importante da gestão autárquica. O Presidente da Câmara manda e eles somente têm de obedecer! Depois acontecem coisas como em Aboim da Nóbrega e Gondomar, em que a Câmara manda para a direita e a Junta manda para a esquerda, o Presidente da Câmara manda o Presidente da Junta falar com os proprietários dos terrenos afetados pelo alargamento de uma estrada e este não fala, não possui o projeto da obra, etc.

Obviamente que a questão dos títulos académicos seria somente um muito pequeno detalhe, se a interação entre a Câmara e as Juntas fosse diferente na prática, mas não é isso que acontece. Lamento, pois, que alguns Presidentes de Junta sejam masoquista e gostem do tipo de interação e tratamento que recebem da Câmara Municipal, estando sempre disponíveis para se candidatarem por quem não lhes concede o devido respeito. Quando não existe o mínimo de amor próprio, acontecem destas coisas!

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