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Vila Verde. Protocolo para profissionalizar cinco bombeiros é assinado a 18 de julho

Já muito foi dito e escrito sobre a Equipa de Intervenção Permanente (EIP) que irá servir o quartel dos Bombeiros de Vila Verde (BVVV), mas só agora é que será finalmente assinado o protocolo junto do Ministério da Administração Interna, em processo que já se arrasta há nove anos.

Carlos Braga, presidente da Associação Humanitária dos BVVV confirmou ao Semanário V que já foram recebidos os convites para a assinatura de protocolo, que decorre na tarde da próxima terça-feira (18), no Salão Nobre do Ministério da Administração Interna, em Lisboa.

Segundo o presidente, esta era uma luta já antiga que se arrastava desde 2009, quando terá sido assinada a primeira garantia de constituição de EIP em Vila Verde. De lá para cá, atrasos, avanços, recuos e interferências políticas terão ditado este atraso.

Equipa só entra em ação no final do verão

A EIP, que será composta por cinco bombeiros profissionais, cujo salário será suportado em 50% pelo município e 50% pelo governo, deve arrancar no final de setembro. Até lá, ainda será aberto o período de inscrições para bombeiros voluntários que queiram integrar a equipa.

Depois das inscrições, será vez de um período de exames, com avaliadores externos por uma questão de transparência. Só depois de todos esses processos, a EIP estará finalmente em ação, o que deve ocorrer no mês de outubro.

EIP ia ser assinada em abril… mas falta de cabimentação ditou mais dois meses de atraso

A EIP poderia ter sido assinada durante o mês de abril, segundo António Vilela, presidente da câmara, mas a situação não aconteceu por falta de cabimentação.

“A proposta que o gabinete do Secretário de Estado me fez foi no sentido de promover a assinatura no dia 4 de abril. Tenho mail a dizer isso”, disse o edil na altura ao V, garantindo que “não tenho nenhum obstáculo a essa data mas pedi para me enviarem o protocolo, para mandar a reunião de câmara e cabimentar, porque não posso assinar um protocolo que não tenha já uma cabimentaçao financeira”.

“Não é falta de dinheiro, como dizem, é uma cabimentaçao”, vincou o edil. Vilela explicou que “quando mando executar uma obra, tenho de ter cabimento financeiro nas Finanças. Tem de ser acompanhada de um documento para fixar aquela verba e ficar cativa para esse efeito. Se não tinha protocolo não posso assinar”.

Polémica da “paternidade” da EIP

Durante a última Assembleia Municipal, o deputado do PSD, Alberto Rodrigues, que é também diretor do Agrupamento de Escolas de Vila Verde, lançou críticas aos socialistas por reclamaram “paternidade” do desbloqueio deste processo e tal ainda não ter acontecido.

Alberto Rodrigues questionou os socialistas pela data apresentada, dizendo que “já estamos em julho, período de maior incêndios, e ainda não há EIP”.

O V procurou reação de José Morais, vereador socialista na Câmara de Vila Verde, e candidato pelo mesmo partido à Câmara Municipal sobre o assunto mas escusou-se a comentar , dizendo apenas que “pouco importa se intervim muito ou pouco no processo, o que conta é que a EIP vem para Vila Verde”.

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