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Vila Verde. Ex-cozinheiro de escola denuncia má qualidade das refeições

Domingos Silva e Costa, cozinheiro durante cinco anos na EB 2,3 Monsenhor Elísio Araújo, em Vila Verde, veio a público denunciar a má qualidade das refeições servidas naquela escola durante os últimos anos.

Em declarações ao jornal online Observador, o cozinheiro alega que a comida que lhe davam “sempre foi de má qualidade”. “Era ração para animais de jardim zoológico”, reforça o cozinheiro.

“Eu virava as ementas como podia e muitas vezes me recusei a fazer coisas que achei impróprias”, revela Domingos Silva e Costa, apontando o “peixe” como exemplo: “queriam mandar-me cação, com aquela cabeça cheia de espinhas, e carapaus. A canalha lá arranja o peixe?!”.

“A comida que me davam sempre foi de muito má qualidade, era ração para animais de jardim zoológico, a carne de vaca raramente entrava ali dentro, o que havia mais era porco e frango e umas coxas de peru nojentas, que são só sebo. Nada era português”, aponta ainda o cozinheiro.

Mas Domingos deixa ainda críticas aos atuais profissionais da escola vila-verdense, apontando-os como não tendo “formação nenhuma”. “A maior parte eram costureiras, que trabalhavam em fábricas têxteis que fecharam, e de um momento para o outro estão a preparar refeições para 400 ou 500 crianças, nem sabem descascar uma cebola nem fazer um puxado para um guisado! Mas, claro, para as empresas é melhor, assim podem pagar menos”, acusa.

“O azeite era óleo, até tinha mau paladar; as sobremesas, leite-creme, pudim e gelatinas, eram todas instantâneas, pó misturado com água; e a base das sopas era feita com flocos, de puré instantâneo, não havia batata”, aponta o cozinheiro ao jornal online, queixando-se ainda de ter sido dispensado do serviço depois da empresa Uniself ter garantido a exploração da escola situada no Pico de Regalados, em Vila Verde.

“Disseram-me que ia ser contratado, tirei o registo criminal, tratei de todos os documentos, disse-lhes qual era o meu número da farda. Dois dias antes de começar, disseram-me que afinal já não ia, que foi a direção da escola que não me quis lá”, acusa o cozinheiro, sem ter, no entanto, certezas em relação à postura da direção.

Recentemente, a empresa alvo das acusações de Domingos Silva e Costa, a Uniself, viu-se envolta em polémica devido ao registo em vídeo que uma aluna fez de um refeição elaborada na cantina da escola André Soares, em Braga, onde uma lagarta “passeava” pelo prato. Apesar de ter sido apontado pela empresa e pela direção da escola como uma situação pontual, a formação dos empregados da Uniself tem vindo a ser questionada em praça pública.

Foto: Arquivo

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