David Rodrigues (diretor Intermarché Prado) e Patrício Araújo (vereador da Câmara de Vila Verde)
David Rodrigues (diretor Intermarché Prado) e Patrício Araújo (vereador da Câmara de Vila Verde)
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Prado. Diretor do Intermarché diz que “problema de trânsito já existia”

David Rodrigues, diretor do novo Intermarché da Vila de Prado, não está preocupado com a insatisfação do Movimento Independente de Prado (MIP) e de alguns populares que apontam a construção junto à EN201 daquele estabelecimento comercial como potencial fator para aumentar as filas de trânsito, habituais para quem entra na Vila de Prado pela Variante do Cávado.

Em declarações ao Semanário V, David Rodrigues começa por dizer que os problemas de fluidez do trânsito naquele local “sempre existiram”. “O problema com o trânsito já existia antes de construirmos aqui o estabelecimento”, aponta o diretor, não acreditando que “os carros que saem do parque possam congestionar o trânsito”.

“Não há assim tanto movimento de entrada e saída de forma contínua para bloquear a rotunda”, aponta, referindo-se à saída do estabelecimento comercial que dá diretamente para a rotunda do Canoísta.

“E para além disso, nós assumimos os gastos da construção do arruamento lateral e procedemos à sua pavimentação”, diz, referindo-se a uma estrada que está a ser construída pelas traseiras do estabelecimento comercial. “Irá ter saída noutro local que não a rotunda”, aponta ainda David Rodrigues, estando “à espera” que a Junta de Freguesia e a Câmara Municipal de Vila Verde avancem com o resto da construção.

Em declarações à margem da entrega de cinco kits de combate a incêndios florestais, oferecidos pelo novo Intermarché à corporação dos Bombeiros de Vila Verde, David Rodrigues finaliza dizendo que “até agora, não houve qualquer problema no trânsito que tivesse sido originado pelas viaturas que saem da nossa loja”.

Movimento Independente de Prado está preocupado com o “caos” no trânsito na EN 201

O grupo Movimento Independente de Prado (MIP) encabeçado pelo antigo presidente da junta Paulo Gomes, disse na altura em que o estabelecimento estava a ser construído que era urgente “repensar os acessos”, sugerindo que a entrada e saída do espaço não seja direto para a rotunda do Canoísta.

Através de comunicado, o movimento alertou “com caratárer de urgência”, uma avaliação da situação do trânsito em hora de ponte na entrada da Vila de Prado, direção variante do Cávado – Ponte de Lima, o qual o MIP classificou como “caótico”.

“Constata-se que diariamente o acumular de trânsito e a formação de fila, nas horas de ponta, com vários quilómetros até à chegada à Rotunda do Canonista”, aponta o movimento, alertando ainda para “choques em cadeia” que ocorrem habitualmente naquele local.

Segundo o movimento, o novo Intermarché, “vai tornar a situação anda mais caótica, quer no local, quer a montante”, prevendo que a “afluência prevista ao espaço comercial juntamente com a confluência de tráfego naquela via de circulação no mesmo ponto provocará com toda a certeza um aumento exponencial do constrangimento à circulação, aumento ainda o risco de acidente quer na fila que se acumula na via rápida (a montante), quer junto à rotunda e à futura superfície comercial”, a qual, salvaguarda o MIP, aponta “sem qualquer objeção ao desenvolvimento comercial e local”.

O MIP deixa o alerta para a ANSR, Câmara de Vila Verde e Infraestruturas de Portugal, a quem o movimento atribui responsabilidades no licenciamento e autorização, e uma possível solução, que passa “pela criação de uma outra faixa, livre, para que o trânsito que tenha a direção de Ponte de Lima não se misture com o trânsito que toma a direção para o centro da Vila de Prado”. O MIP assinala que apenas existe uma faixa de rodagem a partir do corte para Vila Verde, e que deveriam ser duas.

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