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Andreia Santos Opinião

Opinião. “2018: O Ano da Gentileza”

E já cá estamos, em 2018! Muitos de nós realizaram o balanço do ano anterior, formularam desejos e avançaram promessas para os 365 dias à nossa frente. Ao dar o saltinho para Janeiro renovam-se a esperança e os objetivos pessoais.

Infelizmente, os estudos dizem que por volta do dia 8 do primeiro mês cerca de 25% das resoluções já falharam e apenas 10% das mesmas são dadas por alcançadas no final. Somos relativamente maus a manter estes propósitos e a resistir às tentações. O normal será então presumir que os que de nós conseguirem esperar pela gratificação serão os melhor posicionados para o sucesso. O mesmo será dizer, aqueles com maior autocontrolo… Mas também não será apenas esta a fórmula da realização pessoal… Esta observação resulta de investigações de anos e ainda hoje é tida em consideração, mas a luz ao fundo do túnel não se fará sem outros ingredientes, aqueles de que vos quero falar no início deste ano e assim incentivar se possível…

De uma perspetiva evolutiva será mais confiável acreditar também no poder das nossas emoções sociais. Chegou-se à conclusão de que serão os vínculos fortes entre as pessoas que nos ajudam neste caminho. Os relacionamentos que encorajam à cooperação e fornecem apoio recíproco são aqueles que garantem que os sacrifícios que fazemos podem ser contínuos ou retornados sempre que preciso. Deste modo, sem o comportamento moral que sustenta os relacionamentos positivos e fortes não seremos tão bem sucedidos ou felizes. E aqui reside a chave dourada para chegarmos a Dezembro e abrir a porta dos resultados que agora projetamos cheios de esperança.

A justiça, a honestidade, a lealdade, a generosidade, a diligência são os traços morais que edificam a perceção do companheirismo. São estes que nos permitem vislumbrar o que será maior que as nossas “vontades” e interesses imediatos e nos permitem exercer em função disso o autocontrolo. Para David DeSteno esta será a única forma de manter e alcançar as Resoluções de Ano Novo, sem custos de stress e consequências para a nossa saúde ao longo do tempo. Serão as emoções da gratidão, da compaixão e um sentimento autêntico de orgulho que nos nutrirão rumo ao futuro, oferecendo-nos a força de acreditar em nós e, ainda, muito importante, combatendo um dos problemas de hoje, a solidão. São estas os nossos mediadores no percurso nem sempre simples.

Assim, “ao começar o ano tire tempo para cultivar estas emoções, refletindo sobre aquilo a que está grato, posicionando-se nos pés de quem precisa de si e sentindo por essas pessoas. Interiorizando o orgulho pelos pequenos passos que dá ao encontro dos seus objetivos…” Be gentle, make an impact in the world! It pays off! E isto é o que vos peço, (sabendo pelo que leram que será em vosso benefício cumpri-lo). Desta forma iremos progredir profissionalmente e ao nível pessoal neste 2018 que promete tanto e precisa disto. Lanço-vos para terminar o desafio: De que forma gostariam de ser lembrados? Feliz Ano Novo!

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Andreia Santos

Psicóloga Clínica e da Saúde Formadora Profissional

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