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Política. “Não passámos cheques em branco à gestão do PSD”, diz PS de Vila Verde

O Partido Socialista de Vila Verde avançou em comunicado que “não passa cheques em branco à gestão camarária do PSD”.

A acusação vem no seguimento de uma proposta do executivo liderado por António Vilela, que pediu, em reunião de câmara, para ser utilizado o saldo de gerência de 2017 para cálculo de fundos disponíveis em 2018, sem, no entanto, enumerar o valor em questão, algo que, segundo os socialistas, não é legal nem ético.

“O PS não passa cheques em branco à gestão camarária do PSD. Foi desta forma que respondemos ao pedido do presidente da Câmara e da chefe da divisão de Administração e Finanças para utilizarem o saldo de gerência de 2017 para cálculo dos fundos disponíveis em 2018, sem identificar o valor em questão”, diz o partido em comunicado.

Segundo os socialistas, a responsável pela contabilidade da Câmara, Sofia Sampaio, propôs utilizar o saldo sem informar de quanto é o valor.

“Os vereadores do PS não passam cheques em branco baseados em informações ambíguas. Aliás, recorde-se que foi precisamente a mesma senhora que há umas semanas propunha que se aumentasse o preço do contrato de recolha de lixo, chumbado pelo PS e com a abstenção do PSD”, refere ainda o comunicado assinado pela vereação socialista.

No entanto, a proposta foi mesmo aprovada pelos quatro vereadores social-democratas, que compõe a maioria. Segundo António Vilela, esta parece ser uma vontade do PS em “inviabilizar” as futuras obras no concelho.

“A utilização do saldo de gerência para o ano seguinte está devidamente enquadrado legalmente, tendo o Município face ao volune de obras em curso e àquelas que pretende promover, urgência em considerar este valor para cálculo de fundos disponíveis, de forma a que nenhum projeto ou nenhuma obra, designadamente as de fundos comunitários, possa ser inviabilizada como parece que é vontade e desejo dos srs. vereadores do PS”, refere o presidente da Câmara na ata a que o V teve acesso.

Na deliberação final, presente na ata, a Câmara autorizou, por maioria, com os votos contra dos vereadores do PS, utilizar o saldo de gerência de 2017 para cálculo de fundos disponíveis para 2018, nos termos da informação prestada por Sofia Sampaio, mesmo sem enumerar o valor em causa.

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