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Braga: arrancou processo para classificar Mosteiro de Tibães como monumento nacional

O processo de classificação do Mosteiro de Tibães, em Braga, como Monumento Nacional arrancou hoje após publicação em Diário da República da abertura do procedimento que pretende alargar aquela classificação a todo o complexo.

Até agora, apenas o Cruzeiro do Terreiro é considerado Monumento Nacional, sendo a Igreja, o mosteiro, as fontes e as construções arquitetónicas da quinta do complexo de Tibães considerados Imóvel de Interesse Público, distinção obtida a 27 de março de 1944.

Segundo fez saber a presidência do Conselho de Ministros, hoje, através do Diário da República, está aberto o “procedimento de ampliação da classificação” para Monumento Nacional de todo o complexo.

Além disso, pretende-se ainda a “redenominação” do complexo para Mosteiro de Tibães, em Mire de Tibães, freguesia de Mire de Tibães, concelho e distrito de Braga.

A fundação do Mosteiro de Tibães remonta a finais do século X, sendo a primeira referência ao complexo datada de 1077, e viria a transformar-se, com o apoio real e a concessão de Cartas de Couto, num dos mais ricos e poderosos mosteiros do norte de Portugal até ao século XIV.

A relevância do Mosteiro de Tibães mede-se também pelo papel que desempenhou como autêntico “estaleiro-escola” de um conjunto de arquitetos, mestres pedreiros e carpinteiros, entalhadores, douradores, enxambradores, imaginários e escultores, cuja produção ativa em todo o Noroeste peninsular ficou ligada ao melhor do que se fez na arte portuguesa dos séculos XVII e XVIII.

O Mosteiro foi alvo de várias campanhas de reconstrução e ampliação, de decoração e redecoração, que decorreram nos séculos XVII e XVIII e lhe deixaram marcas estilísticas que vão do maneirismo tardio, ao ‘rocaille’, transformando-o numa “bela peça arquitetónica” de grandes dimensões e num dos maiores e mais importantes conjuntos monásticos beneditinos portugueses.

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