Universidade do Minho
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Academia do Minho denuncia falta de pagamento de bolsas aprovadas em fevereiro

A Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM) denunciou que bolsas de estudo aprovadas em fevereiro ainda não foram pagas e exigiu que o primeiro-ministro cumpra a “promessa” de que as ajudas aos estudantes seriam pagas num dia fixo.

Num comunicado enviado hoje á agência Lusa, o presidente da AAUM, Carlos Videira, adianta que os estudantes cujas ajudas não foram ainda pagas têm contactado a Direção-Geral do Ensino Superior (DGES), entidade responsável pelo pagamento das referidas bolsas, e lhes tem sido dito que “as verbas não foram suficientes para pagar a todos os estudantes, e não há data prevista para pagamentos.”

Carlos Videira lembra ainda que os alunos beneficiários daquelas bolsas, “centenas” da Universidade do Minho, são comprovadamente carenciados” e que por ainda não terem recebido “qualquer prestação de bolsa” estão a “passar por dificuldades”.

“A Associação Académica da Universidade do Minho teve recentemente conhecimento de que as bolsas de estudo aprovadas após o dia 12 de fevereiro ainda não foram pagas pela Direção-Geral do Ensino Superior (DGES) aos estudantes que viram a sua candidatura ser deferida”, denuncia a academia minhota.

A AAUM, adianta o comunicado, “condena veementemente” esta situação e recorda o “compromisso assumido pelo primeiro-ministro no passado dia 24 de março, em Braga, perante muitas academias de que todas as bolsas passariam a ser pagas num dia fixo, tal como outras prestações sociais e apoios concedidos pelo Estado”.

Assim, a academia minhota “exige” que aquela “promessa se torne numa realidade no imediato e que os estudantes cuja candidatura foi aprovada recebam a sua bolsa desde já, com os devidos retroativos”.

Segundo a AAUM, “mais uma vez”, o processo de atribuição de bolsas está a “causar problemas neste ano letivo”, isto depois, lembra o texto, “do bloqueio da plataforma de gestão do processo das bolsas de estudo, durante semanas, e que ainda não teve resolução definitiva”.

Atraso esse que, segundo os estudantes do Minho origina que existam “ainda milhares de documentos inválidos na plataforma de bolsas de estudo e que levou ao atraso da análise de milhares de processos de bolsas de estudo a nível nacional”.

AAUM refere ainda a situação da Universidade do Minho.

“Sabemos que na UM existem centenas de alunos nesta situação, facto que prejudica e tem criado graves problemas aos estudantes, porque é de todo impossível ter um cheque no bolso, que é a sua bolsa de estudo, e este não ter valor bancário, porque não o pagam”, conclui.

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