Ricardo Rio - Braga
País

Câmara de Braga “vai mandar” processo de Campo de Tiro para o Ministério Publico

O presidente da Câmara de Braga vai “mandar para o Ministério Publico” o processo de construção do novo campo de tiro de Braga para um “cabal esclarecimento” da “derrapagem” de 400 mil euros que a obra terá.

Segundo Ricardo Rio, em declarações hoje à margem de uma visita àquela obra, na origem da referida derrapagem, que eleva os custos da construção do novo campo de tiro de 1,2 milhões para 1,6 milhões euros, está a necessidade de efetuar “um movimento de terras considerável”, que seria da responsabilidade do Clube de Caçadores e que já teria sido feito, segundo terá assumido o anterior executivo municipal liderado pelo socialista Mesquita Machado.

Além dos custos da obra em si, a autarquia está, desde setembro de 2013, a assumir o pagamento de 4750 euros por mês ao Clube de Caçadores, como “penalização” pelo clube ter perdido o campo de tiro aquando de uma permuta de terrenos com a autarquia para a construção do parque do Monte do Picoto, valor que ascende agora aos 90 mil euros.

“Há ainda uma componente adicional que não estava prevista no valor global do projeto, que tem a ver com um movimento de terras considerável, na ordem dos 400 mil euros, que não estava incluída e agora terá que ser cabalmente esclarecida noutros contextos, uma vez que foi assumida, na altura, como efetivada pela Câmara Municipal, mas esta mesma obra está a ser realizada neste momento”, explicou Ricardo Rio.

Segundo o autarca, “a responsabilidade é de quem deu esse movimento como concluído e, portanto, a câmara vai suportar essa verba” mas, explicou, “num acordo inicial, essa responsabilidade da movimentação de terras cabia ao Clube de Caçadores”.

Por isso Rio deixou um aviso: “Vamos fazer uma participação ao Ministério Público para que isto seja cabalmente esclarecido”, disse.

Além da derrapagem das contas da obra do Campo de Tiro, a autarquia está ainda a suportar outra verba relativa à permuta de terrenos com o Clube de Caçadores, disse o autarca.

“Havia uma cláusula de penalização em setembro de 2013 com a dispensa de uma verba mensal de 4750 euros” a pagar ao Clube de Caçadores até à construção do Campo de Tiro.

“A câmara já sabia que não ia conseguir cumprir”, afirmou Ricardo Rio

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