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Vila Verde

PS de Vila Verde aponta o dedo ao Município no projecto da ‘Linha de Muito Alta Tensão’

O PS de Vila Verde veio a público apontar ao dedo ao Município em relação ao projecto que prevê a passagem de uma ‘Linha de Muito Alta Tensão’ por uma área significativa do concelho de Vila Verde. Os socialistas defendem que há inúmeras inconsistências e falhas no projecto e que a edilidade não terá procedido da melhor forma na gestão do caso e no esclarecimento dos munícipes. Assim, o PS exige o alargamento do período de audição pública, que terminaria a 14 de Maio, para “uma análise mais cuidada e informar devidamente a população”.

Os socialistas ameaçam mesmo avançar com uma providência cautelar caso o prazo não seja alargado e deixam no ar um clima de suspeição em relação aos trâmites em que foi conduzido este processo. “O traçado da linha e o estudo de impacto ambiental da mesma são feitos com base em premissas que não abonam a favor da credibilidade”, pode-se ler em comunicado enviado para a redacção do Vilaverde.net. Os socialistas materializam as críticas e explicam os motivos de desagrado perante as acções da Câmara Municipal. “Há graves divergências e desvios que o estudo de impacto ambiental tem face à realidade concelhia. Não ouviram os Presidentes de Junta, conhecedores da realidade das freguesias. Baseia-se em cartografia desactualizada de 2013, como tal em muitos sítios não existiam construções/explorações que hoje existem, já para não falar nos investimentos previstos. Em Sabariz, passa em plena zona industrial, prejudicando empresários instalados e afastando outros que tinham previstos investimentos para aquelas zonas», frisam.

“Actual traçado contém erros crassos”

O PS de Vila Verde garante que as suas afirmações se sustentam em “visitas e contactos directos no terreno”, que revelaram de forma mais clara as desvantagens subjacentes ao actual projecto. “Passa também em várias plantações agrícolas, entre elas estufas e uma das maiores explorações de mirtilos do nosso concelho, ambos apoiados pelo PRODER, e, como tal, com planos de investimentos que têm de cumprir, ficando agora em risco por via dos efeitos nocivos das linhas. Está prevista a implantação de postes de 75 metros em cima de nascentes de água que abastecem fontanários, casas e servem ainda para regadios. Ao longo do traçado são destruídos uma série de ecossistemas únicos, um bem precioso que Vila Verde não se pode dar ao luxo de perder. Volto a afirmar que ‘Vila Verde’ não foi ouvida e em alguns pontos o actual traçado contém erros crassos”, pode-se ler no mesmo comunicado.

Deputado Manuel Mota vai levar o caso à Assembleia da República

O deputado na Assembleia da República Manuel Mota, eleito pelo PS no círculo eleitoral de Braga, integrou a comitiva que visitou vários pontos do concelho e deixou a promessa de que vai levar o caso ao Parlamento. “[O deputado] vai questionar o Ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia no sentido de tentar prolongar o prazo de consulta pública do projecto de construção da linha de muito alta tensão Pedralva-Ponte de Lima”, explicando ainda os motivos que o levaram a tomar esta decisão. «Pelo contacto que tive com os empresários, com a população e com os autarcas de freguesia, julgo que é preciso mais tempo para clarificar os impactos desta linha de muito alta tensão. A sensação que fica é que foram apanhados de surpresa pela primeira informação e pelos estudos apresentados, estando limitados naquilo que é o tempo que têm para apresentar alternativas ou reclamações», referiu.

Manuel Mota juntou ainda a sua voz ao protesto da concelhia de Vila Verde do PS em relação à forma como a Câmara Municipal geriu o processo. “Parece-me que essa reivindicação já devia ter sido feita. A sensação que tenho deste contacto é que há aqui um secretismo à volta desta linha de alta tensão que não é compreensível. Os poderes políticos têm aqui uma responsabilidade muito significativa de envolver as populações no debate para que se possam encontrar as melhores soluções. Parece-me que houve inércia por parte dos poderes políticos”, concluiu.

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