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Vila Verde

PCP de Vila Verde solicitou à APA o prolongamento da audição pública sobre a Linha de Muito Alta Tensão

O PCP de Vila Verde enviou ontem um documento à APA (Agência Portuguesa do Ambiente) em que solicita o prolongamento da audição pública sobre o projecto da Linha de Muito Alta Tensão, que vai ligar a subestação de Pedralva à futura subestação de Vila Fria B, e que atravessa o concelho de Vila Verde. Os comunistas afirmam que o prazo de consulta pública foi insuficiente para realizar “uma análise cuidadosa e apurada do projecto” e apontam o dedo à Câmara Municipal de Vila Verde pela forma como tem gerido este caso.

“Os critérios ambientais e técnicos não foram definidos em colaboração com todas as partes interessadas, uma vez que nenhuma Junta de Freguesia foi ouvida como elemento importante neste processo de discussão pública pelo conhecimento que têm do seu território e pela proximidade com as populações”, pode-se ler no documento enviado pelo PCP de Vila Verde à APA, a que o Vilaverde.net teve acesso, onde frisam ainda que a saúde e segurança das populações deve figurar em primeiro plano face a qualquer outro tipo de interesses. “O princípio da precaução e da prevenção deve estar sempre presente, observando os limites máximos da exposição humana às radiações electromagnéticas que respeitem as recomendações da Organização Mundial de Saúde e que estejam de acordo com as melhores práticas de países da União Europeia”, vincam.

Os comunistas apresentam também uma série de argumentos que, no seu entender, inviabilizam o avanço imediato do projecto. “Subsistem enormes preocupações quanto aos efeitos ao nível da saúde e da segurança das populações devido ao traçado apresentado passar em aglomerados populacionais e empresariais, para além de colocar um conjunto de outros problemas. Passa em zonas de elevada produção agrícola e futuras zonas agrícolas; passa em plena zona industrial de Sabariz, o que já levou proprietários a afirmarem publicamente que deslocarão as empresas, inviabilizando investimentos que estão previstos para o futuro; passa perto de nascentes de água e afecta ecossistemas ímpares”, argumentam.

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