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Vila Verde

Utentes do Centro de Saúde de Vila Verde acusam director do ACES de estar mais preocupado com a política que com a saúde

O Movimento de Utentes do Centro de Saúde de Vila Ver veio a público insurgir-se contra a degradação da qualidade de serviços prestados aos utentes pela Equipa de Cuidados Continuados (ECCI), situação motivada pela diminuição do número de profissionais afectos ao serviço. “A direcção do ACES Cávado 2, Gerês Cabreira, através do seu director executivo, Dr. Jorge Cruz, sem qualquer explicação ou justificação, ordenou a retirada dos motoristas e das assistentes operacionais que prestavam o auxílio indispensável às enfermeiras, deixando-as sozinhas na prestação daqueles cuidados e saúde ao domicílio”, afirma fonte do Movimento.

O Movimento faz questão de sublinhar a sua apreensão perante a postura do actual director do ACES Cabreira Gerês, acusando-o de prestar mais atenção aos desenvolvimentos políticos que aos processos que decorrem no âmbito das suas competências profissionais. “Para resolver os problemas dos seus serviços, o senhor Director Executivo não tem tempo, mas para fazer política pura e dura em sectores que não são os seus e nada têm a ver com a área da saúde, ele não se faz rogado e está sempre presente e na primeira fila, para não escapar aos disparos das máquinas fotográficas dos jornalistas! Uma vergonha sem limites!”, pode-se ler na nota enviada para a redacção do Vilaverde.net, onde sublinham ainda que é urgente evitar que os lugares de decisão “sejam ocupados por ‘boys partidários’ sem qualquer competência para o desempenhar!”.

Qualidade dos serviços diminuiu

Os utentes não calam a sua indignação e sublinham que a medida colocada em vigor já acarreta efeitos nefastos para os enfermos. “Sem motorista e sem assistente operacional, as enfermeiras têm-se desdobrado na tentativa de prestar os serviços que lhe são solicitados, mas a verdade é que é humanamente impossível acudir a todas as situações. Assim, muitos dos doentes deixaram de receber a assistência regular que necessitam e já são muitos os casos em que as famílias se queixam de retrocessos nos processos de recuperação dos seus familiares”, sublinham, acrescentando que esta mudança se deve a questões “puramente económicas”, além de acusarem a direcção do ACES Cávado 2 Gerês Cabreira de falta de abertura para o diálogo.

No comunicado fazem questão de retorquir a alegada posição oficial do ACES. “O Director Executivo alega que a carreira de assistente operacional está em vias de extinção e não serão abertos mais concursos públicos, parecendo ignorar que, precisamente nesta altura, está a decorrer um concurso para a constituição de bolsa de recrutamento de Assistentes Operacionais no Centro Hospitalar do Alto Ave”, frisam, deixando no ar algumas acusações severas. “Os Utentes do Centro de Saúde de Vila Verde não se podem nem calam a sua indignação e protesto por este atropelo grave à saúde dos vilaverdenses, levado a cabo por gente sem qualidade e competência para os cargos onde é colocada, oriunda dos aparelhos partidários e cuja única preocupação é agradar e obedecer aqueles que os indicam para estas tarefas”, vincam.

Os utentes insurgem-se contra a redução de operacionais de um serviço que consideram particularmente importante, uma vez que se dirige a pessoas que “recuperam de doenças ou acidentes graves, para quem a reabilitação assistida pelos profissionais de enfermagem é decisiva para a cura ou para atenuar os efeitos da doença e proporcionar uma qualidade de vida bem melhor”.

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