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Prado: Trabalhador despedido recebe 28 €/mês para abater a dívida de 43 mil

José Quintão foi despedido há três anos de uma empresa de construção civil em Prado. Com 42 anos de casa, entre salários, subsídios e indemnizações a empresa deve-lhe 43 mil euros. Após três anos de luta para ser ressarcido, um caso insólito aconteceu no início deste ano, quando começou a receber cheques mensais no valor de 28€ para abater uma dívida de dezenas de milhares de euros. Entretanto o valor foi actualizado e recebe agora o montante de 69,90€/mês.

José Quintão esclareceu o aumento registado desde o início do ano, sublinhando que o valor sobe 15 euros por trimestre. No entanto, esta evolução é muito lenta na óptica de um cidadão desempregado que deixa de receber subsídio de desemprego a partir do próximo mês de Agosto. O lesado não escondeu o desalento e considera que vai demorar mais de dez anos a receber o valor a que tem direito. A situação veio hoje para a praça pública durante uma conferência de imprensa do Sindicato dos Trabalhadores da Construção, Madeiras, Mármores, Pedreiras, Cerâmica e Afins, da Região a Norte do Rio Douro.

Actualmente com 59 anos de idade, José Quintão trabalhou a vida inteira (desde os 13 anos) numa empresa de construção civil em Prado. Acabaria por ser dispensado em 2012, na sequência de um despedimento colectivo que ‘vitimou’ 80 trabalhadores. Com baixas expectativas de conseguir novo emprego, pondera pedir a pré-reforma, que encara como “a única saída para não morrer à fome”, confessou à Lusa. Durante a sessão, o sindicato apontou o exemplo de 11 empresas de Braga e Porto, que devem mais de 15 milhões de euros aos trabalhadores.

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