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Opinião Paulo Mesquita

Liberdade e opressão andam de mãos dadas?

Na passada sexta-feira, marquei presença na Assembleia Municipal ordinária (em Vila Verde), e o tema da liberdade de expressão despertou o meu interesse, com o presidente da mesa, João Lobo, a mostrar necessidade de se defender aos ataques públicos que foi sujeito nos últimos tempos.

O “ataque” que foi alvo, deve-se a uma foto que circulou pelas redes sociais e nalguns órgãos de comunicação social que, por ter sido fotografado no momento com os olhos fechados, os títulos à fotografia que se tornou viral, não lhe pouparam nos ataques. Quando vimos alguém que necessita de publicamente justificar às pessoas o que é um frame, e que, quase como prestar juramento em tribunal, esclarecer o seu papel e com quanta afinidade o faz na Assembleia da República, é porque algo vai mal…

Será que a liberdade de expressão e a opressão andam de mãos dadas? Quando usamos a nossa liberdade para retirar a de outra pessoa, não estamos a exercer a liberdade de expressão, mas sim, de opressão.

A temática da liberdade de expressão na internet, leva-nos sempre a um debate profundo, cheio de prós e contras e deve-se discuti-la com a serenidade que merece. Porém, não poderemos ignorar que o maior activo da internet (possibilidade de difundir o que se quiser, quase como sem qualquer regra ou regulação) é, também, o seu maior passivo.

Sou e sempre fui a favor da liberdade de expressão, no entanto, quando ela se torna de opressão, sou a favor de uma regulamentação mais incisiva. Deveríamos pensar em formas de travar a proliferação de páginas na internet que alimentam “crimes virtuais”, como é o caso das páginas de pornografia infantil, páginas que difamam as mulheres, que estimulam e incentivam a violência contra outras raças senão a do próprio, que favorecem o ódio à homossexualidade, que atacam o bom nome das pessoas… Isto eu defendo! E todos nós, independentemente da nossa ideologia política, localização geográfica, classe social, idade, sexo, raça, etc., deveríamos entrar em debate aberto sobre o tema.

Certo é que na comunicação social de hoje tal é a selvajaria, que ultrapassa-se todos os códigos deontológicos da profissão, em busca da tal manchete sensacionalista, calcando tudo e todos, em busca da fama, da glória e do protagonismo.

Protagonismo senil.

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