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Destaque Vila Verde

Belém passou por Vila Verde

A candidata presidencial Maria de Belém Roseira esteve de visita, esta manhã de sábado, à Santa Casa da Misericórdia de Vila Verde. De seguida a candidata a Presidente da República deslocou-se para Fafe para almoço com apoiantes.

Já ontem, em Santo Tirso, Belém apelou à causa do direito ao trabalho, referindo que este tem sido “enfraquecido em nome da produtividade”, mas sem que o emprego tenha crescido.

O que cresceu, na sua opinião, foi a precariedade, transformada em recibos verdes ou em contratos a prazo, para além daquilo que é razoável e é admissível e com um grande abaixamento dos salários”.

“Temos uma coisa em Portugal, que é algo que passou a acontecer nos países submetidos a programas de ajustamento, que é uma nova realidade, que é a realidade dos trabalhadores pobres. As pessoas trabalham, têm ocupação mas não ganham o suficiente para viver a vida com dignidade”, referiu.

Por isso mesmo, frisou, “é que é preciso mobilizar a sociedade”.

“Sabemos que devemos flexibilizar as condições de trabalho para facilitar a vida de todos, para ajudar as empresas a aumentarem os seus níveis de produtividade, mas a flexibilização das condições de trabalho não tem nada a ver com o enfraquecimento do direito laboral, do vínculo laboral, nem tem nada a ver com o perder-se a noção que, numa relação de trabalho, há um que pode mais e há outro que pode menos e é dever do Estado corrigir essa assimetria para que haja justiça”, salientou.

Por isso, defendeu, “é importante a contratação coletiva, porque permite que o trabalhador mais frágil seja representado por outrem que não está dependente do poder maior de um sobre o outro”.

“É é por isso também que eu como Presidente da República, se for eleita, serei essa representante, porque é absolutamente indispensável que as pessoas mais frágeis e as pessoas que não têm voz tenham alguém que saiba ouvi-las, escutá-las e que saiba ser a sua patrona junto de quem pode resolver os problemas”, frisou.

Maria de Belém Roseira mostrou-se ainda preocupada com a pobreza infantil porque, neste momento, “as crianças são o grupo etário em maior risco de pobreza” em Portugal, tendo “ultrapassado o dos idosos”.

“E isto é dramático”, frisou.

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