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Oposição condena políticas de António Vilela que ditaram a descida do concelho no ranking dos municípios

Hugo Gonçalves, do PCP, José Morais, PS, e Paulo Marques, CDS-PP, responsabilizam a Câmara de Vila Verde, nomeadamente António Vilela, pela descida do município no ranking “City Brand”, que mede o valor das marcas dos 308 municípios portugueses. O Semanário V esteve à conversa com os diferentes líderes políticos para fazer uma análise ao ranking.

António Vilela (PSD)

(Não comentou)

José Morais (PS)

“O ranking penaliza de sobremaneira Vila Verde, que vê os índices de negócio e de nível de vida baixar e o de turismo cair para números absolutamente inconcebíveis para quem, como nós, tem tantas potencialidades que nos deviam puxar para outros valores bem dentro do primeiro quarteirão desta avaliação.Esta dura realidade é fruto de políticas municipais muito centradas nas festas e nada viradas para a valorização e incentivos ao tecido económico do concelho, capaz de potenciar mais e melhor trabalho e, consequentemente, outros níveis de vida aos vilaverdenses. Estes marcadores estruturantes da forma como podemos perspetivar o estado de desenvolvimento local, poderão constituir-se como desocultadores de realidades outras que, como por cá acontece, se procuram esconder atrás de eventos que valem por si e pouco acrescentam ao nosso crescimento”.

Paulo Marques (CDS-PP)

“É sem surpresa, nenhuma, que vemos estes indicadores. Têm dados da agricultura? Se não têm deviam.  Quanto aos motivos destas descidas penso que deverão perguntar primeiro e muito claramente ao executivo camarário, liderado pelo PSD e acompanhado PS, são estes os responsáveis por estes indicadores. Para CDS, como já vimos afirmando à muito tempo, falta estratégia de longo prazo para este concelho, que sustente verdadeiramente o futuro de todos. Estes indicadores são um bom reflexo do que se passa na política concelhia destes dois partidos, PSD e PS, estando ambos apenas interessados em se digladiar em esquemas por votos e por fazer obra que dê votos, nunca pondo o real interesse deste concelho em primeiro lugar. Fica o convite a estes partidos para que apareçam na próxima tertúlia “Vila Verde 3035″ e venham compreender como se constrói um futuro pensado verdadeiramente para as pessoas e para o desenvolvimento”.

Hugo Gonçalves (PCP)

O ranking da Bloom Consulting tem um significado relativo porque adopta uma metodologia incompleta ao considerar um determinado tipo de dados económicos insuficientes para uma análise mais fiável. Ao nível da performance financeira, incluir apenas o número total de empresas, a percentagem de novas empresas e o número de empresas por habitante, no limite apenas traduz movimentos de deslocalização constantes de empresas, ignorando, por exemplo, o tipo e robustez das empresas (dimensão, emprego criado, produtividade, etc.) e a rentabilidade.
No entanto quanto à performance turística e social os dados apresentados baseiam-se em indicadores que permitem uma análise interessante, destacando-se desde logo o baixo desempenho do Município nas dimensões Visitar e Viver, contrariando os elevados investimentos do Município na promoção do concelho e a forma como esses investimentos estão a ser usados, assim como as políticas municipais direccionadas para a fixação da população, emprego, saúde e rede educativa desconcentrada. Nas outras variáveis relacionadas com os meios digitais com certeza que contribuiu negativamente a pouca funcionalidade do Website do Município (antigo e novo) porque incorpora muito pouca informação para os munícipes, investidores e turistas.

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