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Andreia Santos Opinião

Opinião de Andreia Santos. “Segredo”

Estamos no Verão, no tempo por excelência das férias e dos passeios, e hoje, só porque estou a trabalhar e porque entre outras coisas me tenho lembrado disto, quero falar-vos sobre uma das coisas que aprendi numa das ainda poucas viagens que fiz.

Estava, como agora em Portugal, sentada numa esplanada, na Finlândia há alguns anos. Jyvaskyla era a cidade bonita e pequenina, solar, muito verde e azul, a 300km de Helsínquia. Tão cheia de vida… Eram mais ou menos 5h da tarde e já ninguém trabalhava. Todas as mesas ou quase todas estariam ocupadas e nada melhor então que observar. Comecei a “olhar e ver”, (tinha comprado um livro sobre o amor e talvez este me tenha inspirado).

Escrevi a dado momento num dos Travel Journal que carrego sempre comigo: ”as pessoas são todas iguais, em qualquer parte do mundo são pessoas”.
Pode parecer uma constatação fácil, mas senti-la é quase sobrenatural, diria sagrado. Nos dias apressados de hoje, tem sido isto que me alimenta o espírito. Esta reminiscência de Verão tem-me acompanhado nos últimos tempos de forma mais intensa e prolongada.
Explico. Diferenças culturais à parte, quando sorrimos existe universalidade nisso. E acredito que devíamos andar mais em busca disso, dos sorrisos. Posso estar numa cidade e amanhã noutra neste país que é o nosso ou noutro, não é muito diferente estar de férias ou a trabalhar, quando a descoberta é a mesma: “as pessoas gostam é de ser elas próprias e de acontecer”.

Tenho estado felizmente com seres humanos extraordinários. A quem estou profundamente grata por reforçarem as minhas crenças. As minhas pessoas são eternos aprendentes, independentemente do estatuto social. São líderes, gestores (as), comerciais, diretores (as), project managers, designers, colaboradores… bem preparados tecnicamente, experientes n’alguns casos, que não se esqueceram do básico, daquilo que às vezes treinam, mas que não aprenderam na escola, nem nos seus cursos. Somos todos iguais e gostamos do mesmo. Não se inibem da sensibilidade de escutar, ler o outro e reconhecer o outro enquanto entidade singular e plena de potencial. São boas pessoas, antes de serem bons profissionais. E há quem pense que isto se desliga… Mas não. De todo. O que eu vi na Finlândia foi o desenvolvimento, os adolescentes eram como os nossos adolescentes, os casais podiam ser os mesmos, as crianças e os pais eram, apesar de mais loiros e de olhos azuis, crianças e pais. Acho que este é o segredo. Perceber que apesar de sermos únicos, os nossos processos emocionais são os mesmos e não é tão difícil assim de compreender, quando se está disponível para a ligação.

E por falar em Finlândia e Portugal, uma nota final: parabéns ao Laurus Nobilis Music de Famalicão, foi muito bom de ver, pela mesma razão, os portuenses Heavenwood e os nórdicos Amorphis por cá. Kiitos, obrigada! Sou vossa fã!

Boas férias! Ou… Bom trabalho! Mas sobretudo, haja conexão. Até já!

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Andreia Santos

Andreia Santos

Psicóloga Clínica e da Saúde Formadora Profissional

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