Álvaro Rocha
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Álvaro Rocha Opinião

Opinião de Álvaro Rocha. “A Muralha de Vila Verde”

As muralhas são estruturas essencialmente defensivas numa fortificação, erguidas comummente em alvenaria de pedra. Normalmente, a defesa proporcionada por uma muralha é reforçada por elementos adicionais como fossos, torres, parapeitos, ameias, seteiras e outros.

As muralhas são vistas nos dias de hoje como património histórico e ícones de marketing turístico de localidades, regiões, países e impérios. Temos várias em Portugal, como também noutros países. São exemplos: as Muralhas de Valença, Portugal; a Muralha de Lugo, em Espanha; e a Grande Muralha da China, na China. Esta última tem 21,196 km de comprimento e está referenciada como uma das Sete Maravilhas do Mundo. A grande Muralha da China é o principal ícone do Império Chinês, a qual atrai anualmente um enorme número de turistas de todo o mundo.

É algo de impressionante. Tive a oportunidade e felicidade de visitá-la em 2014, numa viagem que fiz à China com o Filipe Sá, na altura meu aluno de doutoramento na Universidade de Vigo, para apresentar o trabalho de investigação que tinha em curso, num congresso sobre sistemas e tecnologias de informação. O Filipe Sá é atualmente professor no Instituto Superior de Engenharia de Coimbra e responsável pela Secção de Informática e Modernização Administrativa da Câmara Municipal de Penacova.

Em Vila Verde também possuímos uma grande muralha, mais extensa do que, por exemplo, as muralhas de Valença e de Lugo, não obstante, completamente abandonada e desconhecida de grande parte da população vilaverdense, assim como de todo o Portugal. Refiro-me ao Fojo do Lobo de Gondomar, o maior da Península Ibérica, que possui uma muralha de cerca de 2 km de extensão, acrescida de dois fossos.

O Fojo do Lobo de Gondomar podia constituir-se muito bem como património distinto e diferenciado de Vila Verde e de Portugal, tornando-se no principal ícone do património edificado do nosso concelho: A Muralha de Vila Verde! Acontece que está abandonado, não é cuidado nem mantido, não é divulgado e a breve prazo poderá degradar-se completamente, perdendo-se algo de uma riqueza e unicidade ímpares no concelho, no país e no mundo.
Obviamente que há culpados. Os principais são, indubitavelmente, a Câmara Municipal de Vila Verde e a Junta de Freguesia de Aboim da Nóbrega e Gondomar. Esta freguesia tem atualmente dois grandes legados históricos em risco, que a degradarem-se completamente são crimes de lesa a pátria.

Para além do Fojo do Lobo de Gondomar, refiro-me também ao Complexo Rural da Pequenina, considerado por alguns especialistas como o mais genuíno do Minho. Estes são, entre muitos outros, mais dois motivos para nas próximas eleições autárquicas não votar nos candidatos à Câmara Municipal de Vila Verde e à Junta de Freguesia de Aboim da Nóbrega que estão atualmente no poder. Tanto António Vilela como João Fernandes não levarão os meus votos. Haja esperança. E a esperança em Aboim da Nóbrega e Gondomar é a candidatura independente liderada por Diogo Santos, candidato a Presidente da Junta de Freguesia. É o único com capacidade e genica para reverter esta situação de abandono e revitalizar a freguesia. É ainda o único com engenho para se fazer respeitar a si, assim como à freguesia, junto do Presidente da Câmara.

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