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Tradição. 25 anos depois, o arco de Aboim renasceu das cinzas

“Arrancaram flor por flor e, insatisfeitos, ainda lhe chegaram o lume”. Foi esta a triste sina do arco de homenagem à Sra. da Assunção, há 25 anos, na freguesia de Aboim da Nóbrega.

Depois de décadas de história, alguns populares resolveram queimar o arco, a 16 de agosto de 1992, deixando a freguesia em pé-de-guerra.

Os mais antigos ainda se recordam. João Fernandes, atual presidente da junta, explicou ao V que o ato de vandalismo foi perpetrado devido a invejas e problemas familiares. Mas que foi o bastante para que a população deixasse de se unir e compor o arco.

“Mas agora estamos outra vez juntos com o arco e a tradição vai ser para manter como era antigamente, com cada lugar a ter a sua vez de fazer o arco”, refere o autarca.

Este ano calhou aos lugares da Bemposta, da qual o autarca faz parte, Barges, Monte e Martinga.

“Isto dá uma trabalheira desgraçada mas a festa vai ficar mais bonita”, disse uma das voluntárias da construção do arco, enquanto agrafa mais umas flores de papel que compõe as dezenas de metros que o arco atinge.

Imponente, foi erguido na noite de sábado, perante centenas de pessoas ávidas de tradição.

E lá se manteve, desta vez sem incêndios ou vinganças pessoais, durante toda a festa em honra da padroeira da freguesia.

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