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Escolas. EB do Pico consome três vezes mais água quando está fechada

Parece mentira mas não é. A Escola Básica Monsenhor Elísio Araújo consumiu três vezes mais água enquanto esteve fechada durante o mês de julho, do que em qualquer outro mês de funcionamento normal de aulas.

Durante os primeiros cinco meses de 2017, o consumo de água naquela escola rondou os 180 metros cúbicos por mês. Já no mês de junho, a escola consumiu 406 m3. Em julho, e já fora do período de aulas, a fatura subiu para os 480 m3.

Os dados oficiais do consumo, a que o V teve acesso, mostram que esta é uma situação que já se vem a repetir há alguns anos, com especial ênfase no ano de 2015 em que a escola chegou a consumir mais água nos dois meses em que esteve encerrada do que somados os sete meses anteriores, em que esteve aberta.

O caso remonta a 2015, quando foram consumidos 836 m3 durante o mês de junho e 875 m3 durante julho. Nos registos obtidos junto de fonte da autarquia, não consta informações sobre o consumo no mês de agosto desse ano.

Segundo fonte da autarquia, este é um problema que se arrasta há anos, para o qual o diretor do Agrupamento de Escolas de Vila Verde, Alberto Rodrigues, já teria sido alertado.

Contactado pelo V, Patrício Araújo, vereador do ambiente da Câmara de Vila Verde mostrou-se surpreendido, e remeteu declarações para Alberto Rodrigues.

O V falou com o diretor, Alberto Rodrigues, que garantiu estarem a ser tomadas medidas para resolver o problema, nomeadamente a captação de água de um poço privado, junto à escola, para evitar gastos públicos, e a permanência apenas de um funcionário durante o mês de agosto, para evitar “demasiadas regas no jardim”.

Segundo o diretor, o jardim da escola do Pico é “um dos maiores e mais bonitos (sic) de Vila Verde”, e por esse motivo exige rega constante e em grande número.

Também as fugas e canos rotos são um problema. “Neste momento temos um picheleiro a arranjar um cano que se rompeu. A escola é grande, e nesta altura do verão acontecem algumas fugas. Em 2015 foi isso que aconteceu, um cano roto que acabou por disparar o consumo no tempo de férias”.

Alberto Rodrigues aponta ainda para o consumo de outras escolas do concelho, que têm números elevados de consumo durante os meses que estão sem alunos.  “Não é só a escola do Pico, há outras situações”, finalizou o diretor.

 

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