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Autárquicas. Partidos gastam 130 mil euros na campanha em Vila Verde

Os quatro partidos que concorrem às Eleições Autárquicas do próximo dia 1 de outubro vão gastar um total de 130 mil euros na campanha. Segundo o V apurou no Tribunal Constitucional, junto da Entidade das Contas e Financiamentos Políticos (ECFP), são quatro os partidos políticos em Vila Verde com orçamentos aprovados com financiamento proveniente de apoio estatal, do próprio partido ou de angariação de fundos.

O PS é quem mais gasta na campanha e é o único partido com parte do orçamento a ser proveniente de angariação de fundos. Já o PSD é quem mais pede ao estado e é também o único partido a recorrer exclusivamente a essa via de financiamento. O CDS-PP é o único partido a não ter subvenção estatal e os apoios financeiros são provenientes do próprio partido. A CDU é quem recorre a mais diferentes vias de financiamento e quem mais pediu para “custos administrativos e operacionais”.

O PS foi quem mais gastou

Segundo os dados a que o V teve acesso, o PS é quem mais gasta nesta campanha. São 70 mil euros, cerca de metade do orçamento total para todos os partidos, sendo que o orçamento socialista tem receitas à volta dos 37 mil euros, em subvenção estatal, e 33 mil euros em angariação de fundos e donativos. Cada particular pode doar até 25 mil euros.

Já nos gastos, o PS é quem mais gasta em comícios de campanha, com cerca de 19 mil euros canalizados para esse efeito, contra 5 mil do PSD. Mais equilibrado com o partido “laranja”, estão as despesas em propaganda e panfletos, com os socialistas a gastarem perto de 12 mil euros contra 8 mil dos sociais-democratas.

Já os socialistas fazem um investimento maior na área da campanha e das agências de comunicação.

O PSD foi quem mais pediu ao estado e quem mais gasta em cartazes

O PSD foi quem mais pediu ao estado em financiamento. São cerca de 40 mil euros provenientes de subvenção estatal e que são aplicados diretamente na campanha autárquica, sem qualquer outra fonte declarada de financiamento.

A subvenção estatal é assegurada caso o partido que a requeriu consiga eleger pelo menos um elemento do executivo, algo que se torna apetecível para os partidos com habitual assento no poder, como o PSD ou o PS.

Em termos de gastos, o PSD é quem mais investe na colocação de cartazes, outdoors e telas pelas diferentes freguesias e na sede de concelho, com cerca de 10 mil euros de financiamento em exclusivo para esse efeito. Outro da prioridade no investimento do PSD são mesmo os brindes de campanha, com 15 mil euros canalizados para esse efeito.

A CDU é quem tem mais fontes diferentes de financiamento

A CDU é a terceira força política que mais vai gastar nesta campanha. Com um total de 13 mil euros de orçamento estipulado, os comunistas reúnem três tipos de fontes de financiamento. 10 mil euros vêm de subvenção estatal, 2 mil euros vêm do partido e o restante provém de donativos e angariação de fundos.

Os comunistas apostam 4500 euros em comunicação digital e impressa, e mais de 4 mil euros em custos administrativos e operacionais.

CDS-PP só recorreu a dinheiro do partido

Já o CDS-PP tem o orçamento mais baixo, e único proveniente em exclusivo de financiamento interno. São 10 mil euros para a campanha dos centristas que se candidatam ao município e a cinco juntas de freguesia. O principal investimento passa pelos cartazes e outdoors e pela circulação de panfletos e propaganda digital.

(Notícia na edição impressa 85 do Semanário V, já nas bancas em Vila Verde, Braga e Amares)

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