António Aparício
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PSD. Antigo presidente da concelhia não acredita em Vilela e pediu demissão de militante

António Aparício, antigo presidente da comissão política concelhia do PSD nas décadas de 70 e 80, pediu hoje a demissão como militante dos sociais-democratas, em carta enviada ao Secretário Geral do PSD, José Matos Rosa, alegando discordar com as escolhas do partido para Vila Verde.

Segundo o antigo líder do PSD de Vila Verde, “nos últimos tempos, a atuação do meu partido, especialmente a nível concelhio, não respeita os valores da social democracia tão bem sintetizados por Francisco Sá Carneiro”, diz o agora ex-militante social democrata, dizendo que os  valores de Sá Carneiro passam por “primeiro Portugal, depois o partido e por fim a circunstância pessoal de cada um”.

António Aparício alega, no pedido de demissão como militante, que “os responsáveis do PSD de Vila Verde colocam os seus interesses pessoais à frente dos do partido (…) e do concelho de Vila Verde”, afirmando ainda que António Vilela e Rui Silva deviam ter pedido a demissão devido ao processo da EPATV, onde um é arguido e o outro “suspeito”.

O empresário pradense diz que os interesses pessoais ditam que o PSD “aceite e aprove a candidatura de um seu militante, Dr. António Vilela, que está neste momento a contas com a justiça por envolvimento em processos crime, onde está constituído arguido, suspeito de prático dos crimes de corrupção passiva, prevaricação, participação em negócio e abuso de poder”.

António Aparício questiona ainda o secretário geral do PSD o porquê de aceitar “que o presiente da concelhia (Rui Silva) se mantenha no exercício do cargo, depois de ser rotulado pelo Juiz no mesmo despacho desse processo como um suspeito”.

Em comunicado enviado às redações, o empresário, residente na Vila de Prado, recorda que participou em cerca de 90% dos congressos desde que o partido existe, onde está filiado no partido há mais de 40 anos e que foi mandatário de Manuela Ferreira Leite e Pedro Passos Coelho.

“Aquilo que, nas atuais circunstâncias, se esperaria de um verdadeiro social democrata seria a sua retirada temporária da vida política, até que os factos daquele processo se esclarecessem, desse modo, mostraria o seu desapego ao poder e ajudaria a justiça a fazer o seu trabalho livremente”, diz ainda António Aparício, revelando ter esse “entendimento” e não se sentir “bem num partido que consente e apoia comportamentos desta gravidade”.

“Não poderei continuar como militante, pelo que apresento junto dos órgãos do partido a minha demissão de militante do PSD”, finaliza António Aparício na carta enviada ao secretário geral do PSD.

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