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Andreia Santos Opinião Vila Verde

Opinião de Andreia Santos. “Coaching”

Cheguei ao fim da tarde. A cidade está bonita: com os lençóis brancos estendidos das noites anteriores, com as cores de arrumar os cantos em desalinho, está um sol de quase Outono inspirador. Vou para casa e este é o meu caminho. Levo comigo o dia… e o pensamento. Este é o momento em que cresço… (Sim, levo as pessoas com quem estive, levamos todos…).

Nem sempre é fácil abraçar a incerteza, ocorre-me. Na realidade, sobre com quem estamos, não sabemos mais que eles/as. O que acontecer terá que ser, da mesma forma que para mim, o roteiro delas. Esta é uma das exigências mais pronunciadas do meu trabalho dos últimos tempos. E porque “o conhecimento fala, mas a sabedoria escuta”, a melhor atitude é a de estar presente e deixar escolher. Por experiência sei que as pessoas em geral são capazes de ter ideias, decidir por si mesmas e avançar de determinada situação. Não se trata de acreditar à toa, mas de confiar verdadeiramente no potencial de cada um para mudar e ficar mais próximo de quem é. De não presumir. De não dar soluções. Mas de ajudar a que as encontrem. “We can´t coach Knowledge”.

E fala-se tanto de potencial… de Coaching… pode resumir-se assim: através do questionamento, (“o que é que quer agora?”, “o que o/a impede de o fazer?…), que vai revelando a verdade e as intenções daquele/a humano/a, mantendo o sentido de possibilidade, dando feedback e incentivando, todo o processo se vai organizando. Um percurso eficaz ajuda a descodificar as complexidades da vida e a redefinir uma forma de estar mais rica e significativa. Sem o foco apenas nos resultados, mas no fortalecimento do sentido e etapas da trajetória pessoal que leva até eles, da integridade. A felicidade está mesmo no caminho de se tornar melhor, mais capaz e autêntico, sendo esta profundidade que traz a concretização dos objetivos, os resultados, maior eficácia e produtividade. O Coachee chega onde quiser chegar, de forma esclarecida e consequente.

Lidar com medos, arriscar sair da zona de conforto, aprender a ser-se para si mesmo/a e no meio dos outros são alguns dos encontros a que se chega. Estamos sempre, sempre a falar de desenvolvimento. De sair de um sítio menos bom, para um território de maior satisfação e realização em quaisquer um dos domínios da vida. E é tão bom quando chegam ao que nós já temos a certeza de ser o lugar… e estar lá, ser cheerleader durante e após a realização.

“É muitas vezes mais eficaz ajudar alguém a ganhar os seus próprios insights sobre uma situação que dizer o que deverão pensar ou fazer”. J. Starr.

Existindo alguns momentos em que oferecer alguma direção será importante, esta não é a estratégia a seguir. Como noutras tarefas, uma das características de um Coach será a do equilíbrio emocional. Não há necessidade de se ser perfeito para ser um Coach extraordinário, mas há requisitos fundamentais. Um deles é o de saber que nada do que é dito nesta relação colaborativa é sobre nós, saber ouvir, encorajar. Não julgar.

Quase a chegar a casa, termino, porque está na hora, (o autocarro está quase a parar e vou voltar à minha vida), com o essencial. Gostar de pessoas é muito importante. Talvez seja tudo. Confiar nos outros e acabar o dia é a maior dádiva. Não preciso de vos dizer porque é que o Coaching funciona, já o sabem.

“Coaching is a profesion of love… you can´t coach people unless you love them. It is fighting for the hearts and souls of your men” and women… Eddie Robinson, Coach. E a aprendizagem é incrível! Feliz Setembro a todos! Até já!

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