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Lage. Candidato do PS acusa Câmara de não assumir almoços de alunos

Os encarregados de educação da Lage estão insatisfeitos com o funcionamento das Atividades de Animação e Apoio à Família (AAAF) na Freguesia. Quem o diz é Filipe Silva, candidato do Partido Socialista à Junta da Lage.

O candidato diz ter reunido com a vereadora da Educação, Júlia Fernandes,  “a fim de obter respostas quanto ao problema relacionado com a cobrança de refeições, do pagamento das mesmas a preços alegadamente considerados pelos pais como abusivos e pela alegada ausência de um sistema de senhas que regule o número de refeições atribuídas a cada criança.

Sublinhando que, segundo a lei, a Câmara deve suportar o custo das refeições, nos anos de escolaridade obrigatória a todas as crianças, Filipe Silva refere que o executivo “terá contratado uma empresa para fornecer as refeições”, que apenas as produz, sendo do Centro Social local “a responsabilidade de distribuição das mesmas”.

Mediante este cenário, Filipe Silva questiona “porque terão os pais que pagar um serviço para assegurar o almoço, sendo da responsabilidade exclusiva da Câmara dentro da escolaridade obrigatória?”. “Porque não é implementado o sistema de senhas obrigatório por lei? Porque é cobrado um valor aos pais para assegurar o serviço de atividades entre as 15:30 e 17:30 quando, por lei, até às 17:30 é obrigatoriamente assegurado pela Câmara? Deveria ser a Câmara a suportar esse custo e não os pais”, afirma o candidato do PS, na Lage, referindo que “o Centro Social está a prestar um bom serviço à população e deve continuar” e lamentando que não seja “revisto o protocolo de forma a retirar o custo aos pais do que é cobrado indevidamente e ser suportado pela câmara não só durante as refeições mas também pelas atividades complementares”.

Filipe Silva refere que “a vereadora da Educação não justificou estes problemas, remetendo a responsabilidade dos valores cobrados para o Centro Social e, mesmo quando questionada, não facultou o respetivo protocolo e assumiu que não era dado a conhecer aos pais”.

No entanto, o regulamento interno das AAAF´s do Concelho refere efetivamente que “no período da tarde, os encarregados de Educação podem optar pelos seguintes serviços: Serviço Escola Básica da Lage ou Serviço na Instituição”.

Contudo, referem os encarregados de educação em causa, “o que acontece é que apenas estão disponíveis os serviços na instituição (Centro Social)”. Ou seja, após terminar o pré-escolar (15:30), as crianças não têm a possibilidade de ficar na escola, sendo todos transportados para o Centro Social, contrariando o estabelecido no regulamento.

Certos de que “há imensos encarregados de educação que prefeririam que as crianças continuassem na escola, após o horário do pré-escolar”, este grupo de pais quer saber “qual o número de inscrições necessárias para as crianças poderem ficar na Escola até os pais as irem buscar”.

“A Escola Básica da Lage foi inaugurada em 2015 e não apresenta condições para as nossas crianças? Ou o problema será outro?”, interroga Filipe Silva em comunicado à imprensa.

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